Livro sobre centenário da imigração japonesa destaca colaboração científica

Obra fala sobre a cooperação científica entre pesquisadores da USP de Ribeirão Preto e instituições japonesas

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SÃO PAULO – O aniversário de 100 anos da imigração japonesa ao Brasil foi no ano passado, mas ainda há comemorações mesmo um ano após a data. Isso porque pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo), em Ribeirão Preto, uniram esforços para destacar as colaborações científicas entre pesquisadores de ambos os países.

O livro Centenário Brasil-Japão: USP e a Cooperação Científica Nipo-Brasileira foi escrito a partir de entrevistas com 35 cientistas brasileiros que participaram de algum tipo de integração acadêmica com colegas de instituições japonesas.

A obra, lançada recentemente, foi organizada pelo professor do Departamento de Psicologia e Educação da USP de Ribeirão Preto, José Aparecido da Silva, pela pesquisadora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Rosemary Conceição dos Santos, e por Armando Siuiti Ito, Oswaldo Baffa Filho e Sumeire Takahashi de Oliveira, todos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto.

Cooperação

Segundo a Agência Fapesp, o livro mostra como os pesquisadores se propuseram a cooperar com diversas universidades orientais para a troca de experiências e o aprendizado de novas técnicas e metodologias de pesquisa.

“Sempre se fala muito sobre a interação entre as duas culturas e pouco se diz sobre a colaboração científica existente entre Brasil e Japão. Além de destacar as semelhanças e as diferenças no campo da pesquisa científica, o livro também aborda os reflexos dessas interações acadêmicas para ambos os países – impactos que ocorreram no âmbito social e cultural, influenciando até as relações diplomáticas”, afirmou José Aparecido da Silva.

A publicação aborda a afinidade entre a ciência japonesa e a brasileira na área de exatas. “Identificamos uma grande interação histórica nessa área entre os cientistas dos países, com dezenas de estudos bem-sucedidos. Um dos reflexos dessa interação é que, atualmente, entre 15% e 20% dos estudantes das universidades públicas do Brasil, na área de exatas, são de origem asiática, provenientes, sobretudo, do Japão”, ressaltou.