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SÃO PAULO – O índice de cheques honrados apresentou alta de 0,49 ponto percentual em agosto, em relação ao mesmo mês do ano passado, atingindo um percentual de 97,67% de pagamentos, de acordo com pesquisa da TeleCheque.
Com isso, voltou aos patamares apresentados no primeiro semestre do ano passado, antes da intensificação da crise econômica, em setembro de 2008. No oitavo mês do ano passado, o índice de cheques honrados era de 97,19%.
“Esses índices são muito positivos e servem como referência do momento atual do País”, afirmou o vice-presidente da TeleCheque, José Antonio Praxedes Neto.
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“Varejistas e consumidores estão aliados e com intenção de crescerem juntos. Assim, o varejo tem apostado em promoções e oferecido mais benefícios aos clientes, enquanto que os consumidores fazem compras responsáveis e gastam o que está dentro do orçamento”.
Comparação mensal
Em relação ao mês de julho, o índice de cheques honrados registrou uma queda de 0,16 ponto percentual, já que no mês anterior era de 97,51%. Mas para Praxedes, isso não altera o atual momento do mercado brasileiro.
“A tendência é que o varejo continue ampliando a oferta de crédito com o cheque, pois esse meio de pagamento garante grande flexibilidade na obtenção de capital de giro”, diz.
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Além disso, Praxedes considera que este é o momento para que o comércio inicie investimentos para os próximos feriados. “Este é o momento de iniciar os investimentos em estoque para se preparar para as vendas das datas comemorativas do segundo semestre, logo, quanto mais facilidades oferecidas nas compras, maior a possibilidade de efetuar as vendas e manter o faturamento”, completa.
Comparação por região
Em agosto, os maiores índices de cheques honrados foram verificados em Sergipe, onde 99,04% dos que utilizaram o cheque pagaram o saldo devedor.
Seguem na lista dos bons pagadores a região compreendida pelo Rio Grande do Norte (98,79%), Goiás (98,55%), Santa Catarina (98,24%) e Minas Gerais (98,16%).
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No sentido contrário, Alagoas, Maranhão e Mato Grosso apresentaram os menores percentuais do País, de 96,14%, 97,04% e 97,12%, respectivamente.