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SÃO PAULO – Em resposta à lista divulgada na última semana pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a Anfavea (Associação de Fabricantes de Veículos Automotores) passa a divulgar os índices de emissões de poluentes de automóveis, comerciais leves e caminhões de 16 montadoras.
De acordo com a Associação, os dados divulgados pelo ministério são incompletos e se baseiam apenas em informações do ano passado. “A elaboração de escala para classificação de níveis de emissões merece maiores análises técnicas no que se refere a critérios de ponderação utilizados, tendo em vista maior clareza e a exata realidade dos resultados”, considerou por meio de nota.
O ranking da Associação conta com a lista de modelos das seguintes montadoras: Agrale, Fiat, Ford, General Motors, Honda, Iveco, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Nissan, Peugeot Citröen, Renault, Scania, Toyota, Volkswagem, Volkswagem Caminhões e Ônibus e Volvo. Ainda não constam dados da Hyundai.
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Distorções
A Associação afirma ainda que há distorções nos resultados obtidos pelo ministério, pois a instituição considerou apenas veículos zero quilômetro. A entidade alega que veículos zero ainda não foram amaciados, o que gera alta dispersão dos resultados. “A média de emissão, em consequência, é mais alta, quando comparada ao veículo homologado e em campo”.
A Anfavea argumenta ainda que quando se trata da mesma “família” de veículos, o fabricante pode fazer a medição na produção com base no veículo de maior tamanho e considerar essa emissão para veículos menores distorce os resultados finais.
Além disso, a Associação avalia que o critério utilizado pelo ministério para obter os resultados para a Nota Verde não considera os dados de 2009, quando entrou em vigor a nova fase do Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores), mais rigorosa que as demais.
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Para acessar os dados, basta entrar no site da Associação (www.anfavea.com.br). A Anfavea ressalta que a divulgação é uma forma de fornecer informações transparentes à sociedade dentro de uma visão de sustentabilidade e não recomenda comparação entre os modelos.