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SÃO PAULO – A refinaria japonesa Nansei Sekiyu, controlada pela Petrobras (PETR3; PETR4), alcançou na quinta-feira (20) o volume recorde de 95 mil barris processados pela primeira vez desde que passou a ser administrada pela estatal brasileira, em 2008, informou nesta sexta-feira (21) a empresa.
“Este resultado reafirma o compromisso da Nansei Sekiyu em atender a demanda do mercado japonês por derivados de petróleo”, disse a Petrobras em nota.
O recorde de capacidade de refino ocorre em um momento onde a Petrobras tenta se desfazer do ativo para levantar US$ 14,8 bilhões para financiar seu plano de investimentos, cujo foco é a exploração dos campos do pré-sal no Brasil.
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Além da Nansei Sekiyu, a Petrobras quer se desfazer de uma refinaria em Pasadena, EUA, e de blocos de exploração no Golfo do México.
Em entrevista à Reuters no fim de maio, o diretor Financeiro da estatal, Almir Barbassa, disse que os desinvestimentos se concentrariam no segundo semestre de 2012.
A refinaria japonesa foi comprada pela Petrobras em 2008 por US$ 71 milhões. O interesse da estatal era criar um polo exportador de petróleo e derivados para a Ásia.
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Mas as operações de refino no exterior não saíram como o esperado porque as margens de lucro na área estão em queda no mundo e há sobra de capacidade.
Além disso, a Petrobras enfrentou o entrave de não estar em todos os elos da cadeia de petróleo no Japão, o que tornou difícil compensar em outras operações as perdas da área de refino. No Brasil, por exemplo, a área de exploração e produção de petróleo compensa parte das perdas de refino da estatal.