Ibovespa inverte tendência e opera em alta, descolado do front externo

Papéis com forte participação no índice, como Vale, Petrobras e OGX, Usiminas e setor bancário dão sinais de recuperação e puxam alta

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SÃO PAULO – Após iniciar no campo negativo, acompanhando o desempenho das principais bolsas internacionais, o Ibovespa inverte tendência e opera em alta. Às 11h47 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira avançava de 0,40%, aos 61.563 pontos.

O desempenho do índice é puxado pelos sinais de recuperação vistos em papéis com grande participação na bolsa, como o Vale (PETR3, R$ 23,45, 0,00%; PETR4, R$ 22,41, +0,04%), OGX (OGXP3, R$   6,33, +0,32%), Usiminas (USIM3, 13,57, +2,18%). As ações do setor financeiro, entre elas do Bradesco (BBDC4, R$ 35,64, +0,11%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 26,53, +0,15%) – também dão sinais de recuperação.

Além disso, as ações da Vale (VALE3, R$ 37,45, -0,45%; VALE5, R$ 36,54, -0,44%) e as ações preferenciais da Usiminas (USIM5, R$ 11,48, -0,42%), apesar de ainda permanecerem em queda, também dão sinais de recuperação.

A despeito da melhora no cenário interno, o teor negativo permanece nas principais bolsas internacionais, guiado pela notícia dada pela revista alemã Der Spiegel, que sugeriu que a Grécia possui um rombo de até € 20 bilhões, enquanto o Governo ainda negocia com a Troika – grupo formado por Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional) – cortes de gastos avaliados em € 11,9 bilhões.

Por aqui, o semanal Relatório Focus prevê que a taxa Selic não mostrará mais nenhuma alteração neste ano, aos 7,5% ao ano. O documento, divulgado pelo Banco Central, também revela que a expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) subiu para 5,35%, enquanto a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 1,57%, após sete semanas com revisões negativas.

Noticiário europeu movimentado
A Espanha também entra em cena. O ministro de Finanças do país, Luis de Guindos, alertou no sábado que o país não irá se apressar em pedir um resgate.  

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Ainda na Europa, a Der Spiegel publicou durante o fim de semana que o poder de fogo do mecanismo pode ser ampliado para € 2 trilhões. Já o ministério das Finanças do país disse que essa ideia não é realista, o vice-ministro das Finanças da Alemanha confirmou que as discussões para alavancar o fundo estão em curso.

Por fim, a Alemanha atingiu o nível mais baixo em cerca de dois anos e meio, conforme mostra indicador publicado pelo instituto Ifo.