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SÃO PAULO – O HSBC vê bom panorama para a OGX (OGXP3) no médio prazo, apesar de ressaltar que a empresa está com imagem desgastada, com saída de executivos e demora para apresentar resultados. No curto prazo, portanto, o papel da petroleira deverá continuar instável, flutuando conforme a percepção do investidor em relação à empresa. O banco classifica as ações como “acima da média”. O preço-alvo, no entanto, foi reduzido de R$ 16 para R$ 10, valor mais de 50% maior do que o preço do último fechamento.
A redução do target para a companhia se deve ao aumento do prêmio de risco e premissas mais conservadoras de volume, segundo explica a analista do banco Anisa Redman. “Vemos, entretanto, potencial de alta no médio prazo e performance acima dos seus pares no curto e médio prazos”, disse em relatório datado da última sexta-feira (21).
A OGX é a líder em exploração e teve desempenho bem superior à média das empresas do setor, com taxa de sucesso de 90% na bacia de Campos, analisa Anisa. “A empresa é a nossa preferida do setor, apesar de termos reduzido o seu preço-alvo”, acrescentou. A redução da estimativa para OGXP3 se deve ao aumento do prêmio de risco e premissas mais conservadoras de volume, segundo explica a analista.
Muita promessa e pouco resultado
Segundo o HSBC, até recentemente, a OGX vinha superando de forma consistente suas próprias metas, tendo concluído atividades de sísmica e perfuração exploratória antes do prazo. O lançamento rápido da produção – somente dois a quatro anos do início dos esforços de perfuração exploratória, frente à faixa habitual de quatro a cinco anos – colocou a OGX muito à frente de seus pares globais, ressalta Redman.
A demora para mostrar resultados, contudo, tem prejudicado a imagem da OGX pelos investidores, conforme diz a analista. “A petroleira entrou no mercado com planos ambiciosos de exploração e produção, conquistando os investidores com carisma e sua experiência em upstream. Os resultados foram decepcionantes.
Prejuízo de R$ 543 milhões e queda de 51,32% das ações no ano
No trimestre passado, a empresa divulgou prejuízo de R$ 398,6 milhões, afetado principalmente pelo câmbio e poços secos. Na época, o CEO (Chief Executive Officer) da companhia, Luiz Carneiro, disse que “os projetos dentro do Grupo EBX estão ajudando a desenvolver uma plataforma de crescimento sólida e sustentável”.
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A corrida vendedora dos papéis, contudo, foi exagerada, na visão do HSBC. No ano, porém, a petrolífera já divulgou prejuízo líquido de R$ 543 milhões e suas ações acumulam recuo de 51,32%.
Pela análise do banco, os próximos rumos dos papéis no curto prazo estarão o prazo ainda está sujeita à vulnerabilidade da percepção do investidor, que ainda está digerindo as recentes saídas da alta diretoria. Em agosto, foram confirmadas as saídas do CEO Paulo Mendonça, do Diretor de Exploração Paulo Ricardo dos Santos, e também dos gerentes executivos Edmundo Marques e Luiz Reis.