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SÃO PAULO – O chamado work and travel é um programa destinado a jovens universitários que desejam ter uma experiência de trabalho no exterior e uma convivência cultural com os povos de outras línguas. Mas o sonho de fazer o intercâmbio pode virar pesadelo e causar prejuízo quando o contrato não está bem especificado. Antes de seguir viagem para outro país, é preciso ter atenção ao contrato para não perder dinheiro.
O Projeto de Lei 657/07, da deputada Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM), que tramita na Câmara, obriga as empresas, agências, institutos e organizações que promovem intercâmbio de estudo e trabalho no exterior a discriminar, em contrato relativo ao curso ou emprego de intercâmbio, informações sobre remuneração, carga horária, atividade, cargo e moradia.
Estudar e trabalhar no exterior
A autora da proposta argumenta que geralmente os empregos não têm ligação com estudos do participante no Brasil. Para a deputada, segundo veiculou a Agência Câmara, a falta de rigor e de esclarecimentos sobre as condições de estudo, trabalho e moradia acabam por permitir que muitos estudantes sejam ludibriados com propostas enganosas de intercâmbio, sendo submetidos a condições subumanas de moradia e trabalho.
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“Antes de ser uma exceção, essa prática perversa cresce cada vez mais e ninguém está imune a ela. Por isso, não são raros os casos em que o sonho se transforma em dramático pesadelo, com os jovens sendo submetidos a trabalho semi-escravo”, argumenta Vanessa Grazziotin.
Contrato de Intercâmbio
Contudo, este cenário de semi-escravidão pode ser evitado. Segundo a diretora de operações da Belta (Brazilian Education & Language Travel Association), Maura Leão, é essencial conhecer o programa completo para que não fique dúvidas.
“Antes de fechar negócio com qualquer empresa é preciso ler todas as regras do contrato e questioná-las. Caso o objetivo seja apenas desenvolver o idioma, o programa work and travel não é recomendado”, explica Maura.
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A diretora de operações observa que este tipo de programa não está atrelado ao idioma, e sim ao trabalho que será desenvolvido no exterior.
Alguns pontos devem ser avaliados antes de seguir viagem, como, por exemplo, saber se está incluso alimentação e acomodação no pacote.
“Se por acaso a pessoa passar por algum problema, ela tem de avisar imediatamente a empresa com a qual fechou contrato”, lembra.