Fabricante esclarece sobre impossibilidade de preço menor para computador

A Positivo disse ser impossível preço menor que os R$ 654 por computador, apresentado em licitação brasileira

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SÃO PAULO – A fabricante de computadores Positivo Informática esclareceu sobre a impossibilidade de se oferecer um preço menor do que os R$ 654 por unidade de computador, apresentado na vitória da empresa durante a primeira etapa do pregão do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

A polêmica se originou porque a Positivo, em outra licitação, agora no Uruguai, apresentou proposta de vender um computador por um valor R$ 200 mais barato.

Uma das explicações para a diferença de preço se relaciona à logística, já que, no Uruguai, todos os equipamentos seriam entregues em um depósito central e não precisariam ser instalados.

Por outro lado, no Brasil, a empresa vencedora será responsável pela entrega em 300 escolas públicas e pela instalação e configuração, não só do programa educacional mas também de um servidor que será fornecido pela instituição de ensino.

Geração de empregos no Brasil

A garantia do equipamento foi outra razão citada pela empresa para a diferença de preço. No Uruguai, essa garantia correspondia a 90 dias para peças. Já a licitação brasileira obriga que sejam três anos no local. Além disso, os computadores serão utilizados por crianças de 7 a 10 anos de idades, que poderão transportá-los para casa.

O aspecto financeiro também foi lembrado no esclarecimento da Positivo. No caso uruguaio, o pagamento seria feito de forma antecipada e isenta de todos os tributos, ao mesmo tempo que, no Brasil, o acerto só viria depois da instalação e configuração de todos os computadores, uma espera média de 115 dias.

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Outro diferencial corresponde ao impacto social da produção dos computadores, pois todas as máquinas são produzidas no Brasil, gerando mais de três mil empregos diretos. Na licitação do Uruguai, não existia a obrigatoriedade de fabricação local e os produtos eram fabricados na China, que apresenta um ganho no preço pela escala, mas não gera nenhum emprego.