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SÃO PAULO – O número de pessoas que viajaram de avião aumentou 8,24% em 2007, na comparação com o ano anterior. A quantidade de vôos domésticos também cresceu, 8,87%, passando de 90 milhões para 97,9 milhões no período.
De acordo com a Agência Brasil, dados da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária), mostram que, no ano passado, houve 110,6 milhões de embarques e desembarques nos aeroportos do Brasil. Já em 2006, foram registrados 102,1 milhões de passageiros.
Os vôos internacionais também tiveram aumento no número de passageiros. Em 2007, foram 12,6 milhões, contra 12,1 milhões um ano antes.
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Aeroportos
O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, foi o que registrou o maior movimento entre os 67 aeroportos brasileiros. No ano passado, foram mais de 18,7 milhões de usuários.
Em segundo lugar aparece o Aeroporto de Congonhas, também em São Paulo, com 15,2 milhões de passageiros. Logo em seguida estão o Juscelino Kubitschek, em Brasília, com 11,1 milhões, e o Galeão-Tom Jobim, no Rio de Janeiro, com 10,3 milhões de usuários.
Além disso, o movimento de aeronaves também apresentou crescimento de 6,42% em 2007, quando foram registrados 2 milhões de pousos e decolagens, 100 mil a mais do que em 2006. Já o número de aviões em vôos internacionais cresceu 15,51%.
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Número de acidentes também é maior
Assim como o número de passageiros e de vôos, a quantidade de acidentes aéreos também aumentou no ano passado, quando foram registrados 97 casos. O número só não é maior que o de 1995, quando ocorreram 98 incidentes.
Em 2007, os acidentes atingiram 85 de cada 10 mil aviões, sendo que, de 2000 a 2006, esse número era de 58 acidentes por 10 mil.
O Cenipa (Relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) aponta que os acidentes de 2007 também tiveram o maior número de mortos desde 1990. No total, 270 pessoas perderam a vida, sendo que somente no acidente de julho, com o avião da TAM, em São Paulo, foram 199 mortes.
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Infra-estrutura
Para o senador Demóstenes Torres, relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Apagão Aéreo, é preciso melhorar a fiscalização e a infra-estrutura aeronáutica para evitar que os números de incidentes se repitam em 2008.
“Se não for retomado o processo de fiscalização, de melhoria de infra-estrutura, de prevenção e de investimentos no Cenipa, isso pode se repetir nos próximos anos. O Brasil está hoje na contramão da segurança”, afirmou.
De acordo com o Cenipa, a maioria dos acidentes (53%) ocorridos entre 1998 e 2007 foram provocados por erros de julgamento da tripulação. Já o controle aéreo foi o fator que menos contribuiu (1%) para os incidentes na aviação, no mesmo período.