Resumo Diário

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No seu quarto pregão de queda, o Ibovespa registrou baixa de 1,77%, aos 59.175 pontos, em meio às referências vindas da Espanha. Assim, o índice acumulou perdas de 3,50% na semana, sua maior queda desde os pregões de 14 a 18 de maio, quando despencou 8,51%. Entretanto, o índice registrou alta no mês, com ganhos de 3,70% e no trimestre, com alta de 8,87%. O giro financeiro foi de R$ 8,11 bilhões.

A Espanha continuou como principal referência do mercado, após a divulgação do teste de estresse dos bancos espanhóis, que chegou a animar os mercados. Os indicadores sinalizaram uma necessidade de € 59,3 bilhões para recapitalização, bastante abaixo das expectativas de € 100 a € 150 bilhões. Estes dados ajudaram a reduzir as perdas durante a tarde; entretanto, no final da sessão, o índice voltou a perder forças, chegando a registrar baixa de 2,28% – a mínima do dia.

Após os testes, o mercado espera agora pela revisão do rating espanhol pela Moody’s. Na véspera, a agência Egan-Jones cortou a nota do país, já que esperam um aumento no déficit e no já elevado desemprego do país. Outra agência de classificação de risco, a Fitch Ratings, afirmou que aumentou a probabilidade de cortar o rating do Reino Unido, mas mantendo a nota máxima.

Ainda no Velho Continente, a França revelou seu orçamento para 2013, no qual se comprometeu a atingir a meta de crescimento de 0,8% e de déficit de 3% do PIB via aumento de impostos para as grandes empresas e para os setores mais ricos da sociedade, o que deve engordar os cofres públicos em € 30 bilhões.

Instituições financeiras registram queda
Entre as principais quedas da sessão, destaque para os papéis de instituições financeiras. Esse é o caso da Cielo, cujas ações recuaram 7,34% para R$ 50,59. Os bancos também tiveram um dia negativo, com o Banco do Brasil liderando as perdas do setor com desvalorização de 3,88%, atingindo os R$ 24,80. As ações ON da Usiminas também registraram um dia de fortes baixas, com queda de 6,97%, aos R$ 11,62, seguido pelos papéis da LLX Logística e PDG Realty.

No campo positivo, destaque para as ações da Transmissão Paulista, que tiveram alta de 3,09%, aos R$ 37,68, seguidas pelos papéis da Klabin, que subiram 2,91% para R$ 10,60.

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EUA tem agenda mista
Na agenda econômica norte-americana, os dados vieram mistos na sessão. Os gastos e renda dos consumidores, assim como o núcleo do PCE, que mede a inflação aos consumidores, vieram em linha com o esperado pelo mercado. Este último avançou 0,1% entre julho e agosto.

A agenda contou ainda com o Chicago PMI, que mede a atividade industrial na região, que decepcionou os mercados ao atingir 49,7 pontos, inferior às projeções do mercado. Já o Michigan Sentiment, que revela a confiança dos consumidores na economia, veio abaixo do esperado. Ambos dados são para setembro.

Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,17%, terminando a R$ 2,0280 na venda.

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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em baixa. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,26%, com queda de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,04%, a 128,30% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou estável aos 164 pontos, mesma pontuação do fechamento anterior.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.