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SÃO PAULO – O poder de compra da classe média paulistana foi reduzido em 0,56% em janeiro, de acordo com o ICVM (Índice de Custo de Vida da Classe Média), medido pela Ordem dos Economistas de São Paulo. No mês anterior, por sua vez, a inflação foi superior, com índice de 0,93%.
A alta de preços mensal foi puxada, principalmente, pelo grupo Educação, com inflação de 4,65%. O resultado é consequência da alta de 5,29% no custo das matrículas e mensalidades escolares. O preço dos livros didáticos aumentou 0,77% e, em contrapartida, o dos materiais didáticos diminuiu 0,07%.
No acumulado dos últimos doze meses terminados em janeiro, a inflação para a classe média de São Paulo atingiu variação positiva de 5,39%, de acordo com os dados.
Despesas da classe média
Quando levado em consideração o mês de janeiro, Alimentação também foi destaque, com elevação de 0,99%, em média. As idas ao supermercado ficaram mais caras por causa do tomate (31,50%), da cebola (11,28%), da mandioca (8,99%), da banana (7,69%), do feijão (7,19%) e do óleo de soja (5,98%).
Em Despesas Pessoais, a alta foi de 0,70%, por conta das bebidas alcoólicas (1,60%), das não alcoólicas (1,50%), dos serviços pessoais (0,73%) e dos artigos de higiene pessoal (0,63%). Devido ao fato do preço dos serviços médicos terem aumentado 0,75%, o grupo Saúde teve variação média de +0,64%. Transportes veio em seguida, com 0,16% de inflação, causada pelos licenciamentos (1,51%), lavagem (1,72%) e seguros (0,86%).
O grupo Habitação permaneceu estável. As maiores altas ficaram por conta dos eletroeletrônicos (1,14%) e do mobiliário (0,79%). As quedas, por sua vez, com os aparelhos de imagem/som e artigos de cama, mesa e banho (-0,64%) e na tarifa de energia elétrica (-1,24%). Vestuário teve redução de 1,06% em janeiro, impulsionado por calçados (-1,39%) e roupas femininas (-1,19%).
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Pesquisa
Desde junho de 1981, a Ordem calcula mensalmente o custo de vida da classe média no município de São Paulo, tendo como base as despesas das famílias com renda mensal na faixa de 6 a 33 salários mínimos. A partir de julho de 1994, no entanto, foi adotado novo critério, com mudança da faixa de renda de 10 a 40 mínimos.
O cálculo leva em consideração os preços médios do mês atual comparados com os valores médios do mês imediatamente anterior. Portanto, ele não retrata a variação de preços do primeiro ao último dia útil do mês.