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SÃO PAULO – Embora tenha reduzido o preço-alvo para as ações preferenciais da Usiminas (USIM5) de R$ 12,20 para R$ 8,60, o Credit Suisse optou por elevar a recomendação para as ações da siderúrgica mineira de underperform (performance abaixo da média do mercado) para neutra. O novo preço-alvo ainda garante valorização de 18,46% frente ao fechamento da última quarta-feira (1).
A equipe de análise, composta por Ivano Westin, Viccenzo Paternostro e Marina Melemendjian, destaca que o segmento de siderurgia da companhia tem melhorado nos últimos meses – e deve continuar a apresentar melhora. Os desdobramentos no segmento de mineração, porém, justificam a queda no preço-alvo, já que a produção atual da companhia está atrasada em relação ao seu guidance e a perspectiva de preços menos atrativos para o minério de ferro entre 2012 e 2015.
Por conta das melhoras operacionais, a recomendação é neutra. A companhia deve registrar maiores vendas de aço nos próximos trimestres, com custos decrescentes e margens melhores – o que deve colaborar para que o segmento de siderurgia consiga completar, com sucesso, sua “volta por cima”. A redução da dívida da companhia também é um fator chave tanto para os analistas quanto para a própria diretoria da companhia – que salientou que o nível de endividamento alcançou o máximo em teleconferência pós-resultados.
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Há risco de emissão de ações
A grande preocupação acerca da Usiminas é se ela vai ou não realizar novas emissões de capital para reduzir o nível de endividamento – diluindo a participação dos atuais acionistas. “Acreditamos que a Usimina enfrenta uma situação bem difícil e complexa pela frente, mas pode conseguir reduzir seu endividamento sem levantar capital”, afirmam os analistas do banco suíço.
A dívida líquida da companhia era de R$ 4,2 bilhões no segundo trimestre, com 21,5% desse nível com vencimento em curto prazo. Para reduzir a dívida, a Usiminas pode utilizar o que deverá ganhar da Sumitomo, que comprou 30% das operações de mineração por US$ 674 milhões – valor que ainda depende de confirmação de outros eventos. A equipe de análise do banco acredita que a companhia pode receber até US$ 315 milhões em 2014.
A companhia pode desinvestir alguns de seus outros negócios, como a Usiminas Automotiva e a Usiminas Mecânica. A companhia pode receber até R$ 96 milhões pela Usiminas Automotiva, considerando o valor médio das empresas do setor. A venda de cerca de R$ 150 milhões de terras em Minas Gerais também é possível, assim como o recebimento de cerca de R$ 1,2 bilhão em disputas judiciais contra a Eletrobras (ELET3; ELET6) e com o governo federal.