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SÃO PAULO – O consumo das famílias brasileiras continuará crescendo de maneira significativa este ano, prevê o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que divulgou sua Carta de Conjuntura nesta quarta-feira (26).
Para 2008, o Ipea estima que o consumo privado cresça entre 6,1% e 6,7% sobre o ano anterior, quando o acumulado do ano registrou uma variação positiva de 6,5%. O consumo total, privado e do governo, deverá aumentar de 5,3% a 5,9% este ano.
Razões
De acordo com a entidade, o aumento do consumo das famílias em 2007 foi gerado por vários fatores, que devem continuar presentes este ano, como o aumento do nível de emprego, com destaque para a maior participação do emprego com carteira assinada.
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Além disso, houve o efeito indireto de acesso ao crédito consignado, o aumento do rendimento médio real, a expansão do crédito e as políticas públicas, em que se destacam o aumento real do salário mínimo e o Programa Bolsa Família.
Comércio e crédito
Ainda segundo a Carta do Ipea, a manutenção do bom desempenho do comércio em 2007 e no início deste ano ocorreu principalmente devido à expansão dos níveis de emprego e renda, aliados à queda dos preços dos produtos importados e à ampliação do crédito.
Em relação à expansão do crédito, o Instituto destaca o aumento no volume concedido e as novas formas de pagamento para pessoas físicas (como o crédito consignado, que teve crescimento de 32% nos últimos 12 meses terminados em janeiro de 2008).
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| Concessão de crédito à pessoa física Janeiro de 2008 – variações em relação a igual período do ano anterior | ||||
| Modalidade | No mês | Em 12 meses | ||
| Crédito pessoal | +4,9% | +18,8% | ||
| Aquisição de veículos | -11,5% | +8,7% | ||
| Cartão de crédito | +9,6% | +26,2% | ||
| Crédito consignado | +1,4% | +32,2% | ||
| Inadimplência | +0,1% | -0,4% | ||
| Total | +2,4% | +12,9% | ||
Fonte: Banco Central/Ipea
Para o primeiro semestre de 2008, a expectativa é de que o volume de crédito continue aumentando, porém, num ritmo menor, conseqüência do impacto das mudanças tributárias, da incerteza quanto ao cenário externo e das possíveis novas regras para a concessão de crédito.