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SÃO PAULO – De uma forma geral, os domicílios revelaram melhoras nos aspectos relacionados ao conforto na habitação. Contudo, a melhora pode ser observada de uma forma mais intensa nos domicílios que tiveram recebimento de programas sociais e as condições eram menos favoráveis.
Em 2006, 71,3% das residências com recebimento de programas sociais tinham abastecimentos de água e de rede geral, 46,3% utilizavam esgotamento sanitário (incluindo rede geral e fossa séptica).
E ainda, 70,8% usavam coleta de lixo, 94,7% iluminação elétrica e 50,9% telefone, de acordo com o suplemento do Programa Social da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgado nesta sexta-feira (28), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
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Bens duráveis
Segundo os dados, de 2004 a 2006, também houve melhoria em relação a posse de bens duráveis nos domicílios de uma forma geral. Em 2006, os maiores percentuais de existência de geladeira (92%), freezer (18,7%), máquina de lavar roupa (43,6%), rádio (89,3%), televisão (94,2%) e microcomputador (26,4%) foram observados nas residências em que não houve recebimento de dinheiro de programa social.
Por outro lado, os maiores crescimentos foram registrados nos domicílios onde houve o recebimento de programas sociais, pois de 2004 apara 2006, o percentual de residências com geladeira onde houve recebimento de programas passou de 72,1% para 76,6%, com máquina de lavar roupa, de 7,6% para 10,2%, com rádio, de 81,7% para 81,6%, com TV, de 82,5% para 87,9%, e microcomputador de 1,4% para 3,1%.
Programas sociais
Em 2006, do total de 54,7 milhões de domicílios particulares no País, 10 milhões de domicílios receberam dinheiro de programas sociais, sendo que 8,1 milhões de residências recebiam rendimento do programa Bolsa Família. Portanto, o percentual passou de 15,6% para 18,3%.
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No mesmo ano, o rendimento médio mensal domiciliar per capita para o total dos domicílios no País chegou a R$ 601, entretanto, para aqueles em que houve recebimento de dinheiro de programas sociais foi de R$ 172, sendo que para aqueles em que não houve foi de R$ 699.
Região
Levando em consideração as regiões do País, o Nordeste, segunda região mais populosa do Brasil, foi a que mais recebeu dinheiro de programas sociais (4,9 milhões de domicílios).
Esse resultado pode ser explicado pelo contingente populacional mais a grande proporção de domicílios que recebem dinheiro dos programas sociais.
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Em seguida, aparece a região Sudeste com 2,5 milhões de domicílios que receberam dinheiro de programas sociais.
As duas regiões juntas respondem por 74,7% do total de domicílios em que existiu recebimento de dinheiro de programa social.