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SÃO PAULO – O principal veículo para a realização de ataques é a web, e não mais as redes, é o que conclui o estudo ISTR (Internet Security Threat Report) da Symantec, divulgado na última terça-feira (9).
“Os criminosos de hoje se concentram em infectar websites legítimos, para atacar usuários finais, que subestimam a importância de manter uma postura forte de segurança, não importa aonde você vá e o que você faça na internet”, afirma o vice-presidente de Tecnologia e Resposta de Segurança da Symantec, Stephen Trilling.
Além disso, o relatório alerta para o fato de que os usuários estão mais vulneráveis a infecções ocasionadas simplesmente por entrarem em sites que visitam diariamente, quando, anteriormente, deveriam acessar intencionalmente páginas nocivas, ou abrir anexos de e-mails com vírus, para serem infectados.
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O documento também ressalta que o principal objetivo dos ataques é conseguir informações confidenciais dos usuários finais, para serem utilizadas em fraudes de fins econômicos. No segundo semestre de 2007, 68% das ameaças tinham como alvo informações confidenciais.
Ataques
Segundo a Symantec, os hackers estão direcionando seus ataques a sites nos quais os usuários confiam, como os de redes sociais, e aproveitam vulnerabilidades específicas para lançar outros ataques.
No último semestre de 2007, foram relatadas 11.253 vulnerabilidades de script multi-sites específicas de páginas na internet, em sites individuais. Porém, somente 473 foram corrigidas pelos administradores afetados, o que representa uma grande oportunidade para que hackers lancem mais ataques.
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Phishing
Os ataques de phishing também continuam representando uma grande ameaça aos usuários. Nos últimos seis meses de 2007, foram 87.963 hospedagens registradas, um aumento de 167% na comparação com o primeiro semestre do ano passado. O relatório mostra que 80% do alvo desses ataques eram instituições financeiras.
Além disso, foram constatadas 711.912 novas ameaças em 2007, um aumento de 468% na comparação com o ano anterior.
Na análise dos países, os Estados Unidos registraram a maior atividade maliciosa, seguidos pela China, sendo que 53% dos ataques ocorridos na América Latina eram provenientes do país norte-americano.