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SÃO PAULO – A maior parte dos usuários de transporte aéreo no Brasil considera que as passagens aéreas são caras. De acordo com a Pesquisa CNT Sensus, divulgada nesta segunda-feira (28), 14,7% dos brasileiros disseram utilizar transporte aéreo. Destes, 44,2% acham os preços dos bilhetes altos.
A pesquisa ouviu, entre os dias 21 e 25 de abril, 2.000 opiniões, em 136 municípios brasileiros.
Maioria não viaja de avião
De acordo com o levantamento, 82,7% dos entrevistados não utilizam o transporte aéreo e, dentre os 14,7% que o fazem, 4,3% disseram fazer uso regular, enquanto 10,4% viajam de avião de forma esporádica.
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O preço das passagens ainda pode ser considerado uma barreira na expansão do transporte aéreo no País. Confira na tabela abaixo o percentual de respostas atribuídas à questão: “Na sua opinião, as passagens aéreas no Brasil são: caras ou baratas?”
| Opinião | Votos |
| Caras | 44,2% |
| Nem caras, nem baratas | 28,2% |
| Baratas | 23,5% |
| Não sabe ou não respondeu | 4,1% |
Promoções e projetos
As companhias aéreas nacionais, com o objetivo de incentivar as viagens de avião, oferecem, de tempos em tempos, promoções a preços muito baixos, campanhas para fidelizar o passageiro, financiamentos a prazos mais longos e facilidades de pagamento.
Além disso, projetos e propostas visam ao barateamento dos bilhetes. O Projeto de Lei 1.039/07, do deputado Ciro Nogueira (PPI -PI), por exemplo, isenta as empresas de transporte aéreo do pagamento do Ataero (Adicional de Tarifa Aeroportuária), que equivale a 50% do valor das demais tarifas do setor. Com a medida, que deve beneficiar somente destinos da América do Sul, o deputado espera que haja redução no valor final dos bilhetes.
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Além disso, em fevereiro último, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou a liberação gradual das tarifas de vôos internacionais, aumentando o desconto de 30% para 50% e prevendo, para os próximos meses, desconto de 80% no valor das passagens, até alcançar a meta de 100% no segundo semestre.
O programa de descontos procurou corrigir a diferença existente entre os valores cobrados em viagens que partem do Brasil e do exterior. Segundo a Anac, as diferenças poderiam chegar a 800% em período de promoções.