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SÃO PAULO – Entre 27% e 32% dos acidentes de trânsito são causados porque um dos motoristas envolvidos dormiu ao volante, segundo estudo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
A sonolência ao dirigir também é responsável por entre 17% e 19% das mortes no asfalto, sem considerar as que ocorrem no hospital, quando a pessoa acidentada já foi encaminhada para a assistência.
Exames
No estudo, também foi comprovado que 48% dos motoristas de ônibus interestaduais dormem enquanto estão dirigindo. Para tentar diminuir essas ocorrências e o número de acidentes, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou uma resolução que determina que os motoristas façam avaliações de distúrbios do sono.
Segundo a Resolução 267, aqueles que forem renovar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) nas categorias C (caminhões), D (ônibus) e E (carreta), além de fazer exames médicos e psicológicos, deverão se submeter a exames para detecção de distúrbios do sono.
Caso seja detectado que o motorista tem potencial para desenvolver esse tipo de distúrbio, ele poderá ser encaminhado para um avaliação mais específica, com a realização de polissonografia (quando sensores são colados à pele, durante o sono).