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SÃO PAULO – A classe C é a maioria na internet, mas ainda resiste em realizar compras pela rede. Para se ter uma idéia, no ano passado, 52% das pessoas que navegaram pela web estavam inseridos na classe social. Apesar disso, apenas 9% desta população fez alguma aquisição on-line.
A título de comparação, também no ano passado, foi possível detectar que 3% da população da classe A navegou pela internet. Dentre essas pessoas, 52% fizeram compras pela rede mundial. Um ano antes, a proporção havia sido de 36%, ante 8% na classe C.
Os dados são de estudo realizado pelo NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) em 17 mil domicílios da zona urbana, com pessoas acima de 10 anos de idade, entre os meses de setembro e novembro do ano passado.
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Resistência
Os números, segundo o estudo, mostram que nem o aumento da disponibilidade do microcrédito nem o crescimento da renda têm despertado o interesse da classe C para as compras on-line. Somente quando essas pessoas começarem a consumir pela rede é que o varejo eletrônico irá deslanchar.
Na tabela abaixo, é possível analisar a proporção de pessoas de cada classe social que adquiriu um produto ou serviço no ano passado:
| Classe Social | Compradores/06 | Compradores/07 |
| A | 36% | 52% |
| B | 16% | 21% |
| C | 8% | 9% |
| DE | 4% | 4% |
Fonte: NIC.br
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Classe C
Com a melhora da renda, as classes sociais mais baixas deixaram de ser maioria no País em 2007. Enquanto 39% das pessoas estavam nas faixas de renda DE no ano passado, o que corresponde a 73 milhões, outras 46% estavam na C, ou 86 milhões.
Um ano antes, a maior parte da população estava inserida nas classes mais baixas (DE): com representatividade de 46%, muito acima do que a registrada pela faixa de renda intermediária (C), com proporção de 36% da população. As classes AB passaram de 18% para 15% de representação entre 2006 e 2007.