Forma de dirigir pode aumentar gastos com manutenção do carro

Deixar para frear muito perto do semáforo faz com que pneus e pastilhas se desgastem muito mais rápido

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SÃO PAULO – A forma como a pessoa dirige pode aumentar o desgaste de peças e ocasionar maiores gastos com manutenção do carro. Isso é o que afirma José Palacio, auditor técnico do IQA (Instituto de Qualidade Automotiva).

Segundo Palacio, as arrancadas e freadas bruscas que muitos motoristas realizam faz com que os pneus gastem com mais facilidade, além das pastilhas de freio. Para ele, o condutor deve estar atento à sua maneira de dirigir.

“Se o motorista vê que o semáforo está fechado, não tem porque frear repentinamente”, afirma. O auditor indica que muitas pessoas, mesmo quando percebem a certa distância que o sinal está vermelho, esperam ficar muito próximas para parar o carro.

Palacio indica que o motorista deveria pelo menos tirar o pé do acelerador. “Você lucra com menos gastos com peças e combustível”, ressalta. Não subir em guias e ficar atento para buracos nas ruas também pode contribuir para diminuir os gastos com manutenção, já que essa atitude causa danos à suspensão e amortecimento do carro.

Sobre o comportamento do condutor para evitar desgastes em congestionamentos, Palacio informa que as dicas, como não deixar o pé na embreagem e deixar em ponto morto, já deixaram de ser realidade para os modelos de carros mais novos. Isso porque, segundo ele, os sistemas de embreagem já estão mais atualizados.

Manutenção preventiva

Para incentivar os proprietários de veículos a realizarem a manutenção preventiva, que pode resultar em uma economia de 50%, o setor automotivo irá realizar a campanha Carro 100%, para esclarecer as pessoas sobre como um carro em bom funcionamento pode contribuir para diminuir o trânsito e a poluição do ar.

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“Falhas mecânicas provocam acidentes freqüentes e pioram o trânsito nas grandes cidades”, afirma o coordenador do GMA (Grupo de Manutenção Automotiva), Antônio Carlos Bento. A campanha terá duração até fevereiro de 2009.