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SÃO PAULO – De acordo com pesquisa realizada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), no ano passado foram investidos US$ 646 milhões para a compra de imóveis no Brasil por estrangeiros pessoas físicas, a chamada segunda residência.
Encomendada pela Embratur e divulgada durante o Nordest Invest 2008, a pesquisa mostra que somente os moradores dos Estados Unidos investiram um montante de US$ 102,7 milhões em imóveis no Brasil em 2007. A Espanha vem logo na sequência, com US$ 82,8 milhões em investimentos.
Ranking
Levando em consideração os países europeus, o investimento em imóveis no Brasil totalizou US$ 450 milhões, de acordo com a tabela abaixo, que lista os países e os investimentos totais realizados:
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
| País | Investimentos |
| EUA | US$ 102,7 milhões |
| Espanha | US$ 82,8 milhões |
| Itália | US$ 63,5 milhões |
| Suíça | US$ 57,8 milhões |
| Reino Unido | US$ 54,7 milhões |
| Portugal | US$ 52,6 milhões |
| Alemanha | US$ 50,2 milhões |
| Noruega | US$ 32,4 milhões |
| França | US$ 22,1 milhões |
| Países Baixos | US$ 16,0 milhões |
| Luxemburgo | US$ 15,4 milhões |
| Japão | US$ 12,2 milhões |
| Bélgica | US$ 6,8 milhões |
| Angola | US$ 6,3 milhões |
| Suécia | US$ 6,0 milhões |
| Canadá | US$ 5,7 milhões |
| Uruguai | US$ 5,5 milhões |
| Outros | US$ 52,8 milhões |
Fonte: FGV/Embratur
Impactos
De acordo com o estudo, dentre os impactos econômicos positivos do investimento estrangeiro no mercado imobiliário, estão a geração de empregos locais, outros investimentos na região e o aumento da receita pública.
Por outro lado, ainda levando em consideração os aspectos econômicos, existe a possibilidade de um aumento geral de preços e o avanço da informalidade. Quando considerados os aspectos ambientais, podemos citar a poluição, invasão de áreas protegidas e a super-utilização de recursos naturais como efeitos negativos.