Independentemente de decisão do Copom, Brasil lidera ranking de juros reais

Com avanço modesto, Turquia cai para terceira posição. Para perder liderança, seria necessário corte 100 p.b. na Selic

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SÃO PAULO – Apesar do consenso sobre a elevação da Selic nesta quarta-feira (4), a magnitude do aumento ainda gera controvérsias. No entanto, independentemente de um avanço de 25, 50 ou 75 pontos-base, a retomada definitiva do processo de aperto monetário por parte do Banco Central firma o País na liderança do Ranking de Juros Reais.

De acordo com a Uptrend Consultoria Econômica, a surpresa do atual ranking foi a saída da Turquia da segunda colocação, por conta de avanços de juros mais modestos, inflação ainda alta e da chegada da Austrália, que alçou posições devido à uma inflação modesta.

No topo do ranking

Levando em conta as taxas de juros de junho de 2007 a maio de 2008, já descontada a inflação dos últimos 12 meses, a Turquia detinha a primeira posição do ranking, com taxa de juros real de 6,4% ao ano. O Brasil figurava na segunda posição, com 5,8% a.a., seguido pela Austrália, com 5,4% a.a.

Independentemente da decisão desta quarta-feira, o Brasil assume a liderança, com Austrália em segundo lugar e a Turquia caindo para a terceira posição do ranking.

A tabela abaixo mostra os top 5 do Ranking de Juros Reais – descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses – de acordo com os três cenários possíveis.

Ranking de Juros Reais
Países Taxas
Brasil 6,7%* 6,9%** 7,1%***
Austrália 5,5%
Turquia 5,3%
Colômbia 3,7%
México 2,6%

* Alta de 25 p.b. na Selic
** Alta de 50 p.b. na Selic
*** Alta de 75 p.b. na Selic
Fonte: Uptrend

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Perda de liderança

De acordo com a consultoria, para perder a primeira posição do Ranking, seria necessário um corte de 100 pontos-base na taxa, ou seja, se a Selic caísse dos atuais 11,75% ao ano para 10,75% anuais, a taxa de juros real do País cairia para 5,5% ao ano, a mesma registrada na Austrália.