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SÃO PAULO – A dificuldade de encontrar um consenso sobre a melhor forma de oferecer o mobile payment é a maior barreira para que os pagamentos via celular se disseminem no Brasil.
De acordo com a Teleco, durante o seminário Mobile Banking e Mobile Payment, os palestrantes afirmaram que o SMS (mensagem curta de texto) seria um dos modelos mais fáceis de serem aplicados no País, já que 100% dos aparelhos possuem esse recurso, mas não seria muito eficaz, já que as mensagens ainda estão sujeitas a delays, o que inviabiliza os pagamentos rápidos, e o custo delas inviabilizaria os micropagamentos.
Opções
De acordo com o consultor Sérgio Goldstein, sócio da S. Goldstein Consultoria, o mobile payment pode acontecer de duas maneiras diferentes, por SMS ou chip. “E o interessante é que é a situação econômica do país que ajuda a definir qual modelo será adotado”.
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Ele explica que, em países desenvolvidos, como Japão e Coréia, a opção é pelo chip. “É um chip diferenciado que é inserido no aparelho e permite que o pagamento seja feito apenas aproximando o celular na frente de um leitor, sem que seja preciso digitar senha para liberar a transação. Isso é possível porque a maior parte da população desses países é de classe A e B e tem aparelhos mais completos e modernos, que permitem esse tipo de serviço”.
Já em países em desenvolvimento, como África e Argentina, a opção é mesmo pelo pagamento via SMS. “Em países onde a maior parte da população é de classe D e E, os aparelhos são mais simples, o que não significa que não há potencial para o mobile payment se disseminar. Já é comprovado que, até como medida para reduzir os gastos com ligações, grande parte das pessoas está acostumada a trocar mensagens via SMS. Se o pagamento puder ser feito dessa forma, não há dúvida de que muita gente vai querer experimentar”, afirma o consultor.
Segurança
Outro ponto polêmico da implantação do mobile payment é a segurança do sistema, já que muitos questionam se não haveria uma grande quantidade de fraudes, ao fornecer dados pessoais e bancários via celular.
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Durante o evento foi levantada uma possibilidade que traria muito mais confiabilidade ao processo: incorporar ao SIM Card um aplicativo que gere um certificado digital para validar as transações.
Apesar das barreiras, Goldstein acredita que, quando estiver funcionando amplamente, o mobile payment terá vários adeptos. “O brasileiro é aberto à tecnologia e gosta de novidades, sem falar que quase todo mundo hoje em dia tem um celular. Para mim, a inclusão digital brasileira é feita por meio do celular“.