Classes A e D possuem gastos semelhantes com telefonia fixa

Apesar de tantas outras despesas díspares, ambas gastam os mesmos R$ 11 milhões. Valor é metade do que gasta classe B

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SÃO PAULO – Embora apresentem muitas discrepâncias em suas despesas, as classes A e D têm em comum o gasto médio diário com telefone fixo, quase do mesmo valor. A primeira desembolsa R$ 11,372 milhões, e a segunda, R$ 11,172 milhões.

Os dados foram divulgados na quinta-feira (7) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), que investigou as despesas das classes A, B, C, D e E.

A instituição considerou a primeira como famílias com renda mensal superior a 30 salários mínimos, a segunda, com uma renda entre 10 e 30 salários mínimos, e as seguintes, respectivamente, de cinco a 10 salários mínimos, entre dois e cinco mínimos, e até dois salários mínimos.

Gastos nacionais

Os gastos semelhantes das classes A e D correspondem, respectivamente, a 18,83% e 18,5% do total que os brasileiros gastam com telefone fixo (R$ 60,383 milhões). São percentuais que ocupam a terceira e quarta posições do levantamento nacional.

O topo do ranking ficou com a classe B. Com gastos de R$ 20,438 milhões, ela abocanhou uma parcela de 33,84% do total do país. Já o segundo lugar pertenceu à classe C, com 24,98% e valor de R$ 15,085 milhões.

O último lugar foi ocupado pela classe E, que dispende o montante de R$ 2,314 milhões para pagar contas de telefonia fixa, 3,83% do total nacional.

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Valores por regiões

A mesma análise observada em parâmetros nacionais é encontrada em regiões como o Sul, o Nordeste e o Norte, onde as classes A e D gastam quantias semelhantes com telefonia fixa.

No Sul, que representa 14,94% do montante gasto no Brasil, a classe A gasta R$ 1,391 milhão, enquanto a classe D, R$ 1,802 milhão. Esses valores referem-se, respectivamente a 2,30% e 2,98% do percentual da região.

Já no Nordeste, com 11,30% do total do país, cada classe abocanhou, respectivamente, 2,02% e 2,47% desse percentual, o que significa gastos de R$ 1,224 milhão e R$ 1,492 milhão. E no Norte, com representatividade nacional de 3,55%, cada classe desembolsou, respectivamente, 0,67% e 0,75% do total da região, o equivalente a gastos de R$ 405 mil e R$ 453 mil.

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Na região Centro-Oeste não foi observada uma proximidade entre as classes A e D. Nessa localidade, que representa 7,45% do total do Brasil, o maior gasto coube à classe B, R$ 1,386 milhão, o que significa 2,29% do percentual da região.

Sudeste

O destaque para a classe B também é observado no Sudeste, região que representa a maior parcela do total nacional, 62,74%. Nessa localidade o grupo alcançou gastos de R$ 13,106 milhões, o que significa 21,7% do percentual da região, ou ainda, 64,12% do total gasto pela classe no Brasil.

Se considerarmos apenas o Sudeste, o estado com maior gastos com telefonia fixa é o de São Paulo. Ele abocanhou 35,75% do percentual marcado pela região (62,74%). Isso significa que os paulistas dispendem R$ 21,589 milhões.

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Ainda em relação ao estado, é possível perceber novamente uma aproximação suave entre as classes A e D. A primeira gasta R$ 4,564 milhões, o que representa 7,55%, enquanto a segunda possui um gasto de R$ 3,313 milhões, abocanhando 5,48% do percentual estatal.

Celulares

Ao contrário dos gastos com telefonia fixa, os de celular não tiveram qualquer aproximação entre as classes A e D. Nesse item, a classe A dominou o topo do ranking nacional, com um gasto diário de R$ 8,395 milhões e representação de 39,19% do total nacional (R$ 21,420 milhões).

Se considerar as regiões do país, ela também ocupou o primeiro lugar no Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e no Norte. Apenas no Sul ela foi superada pelos gastos da classe B.