Custos e despesas devem impactar balanços da Copel, Cemig e Eletrobras

Para HSBC, Eletrobras deve apresentar resultados sólidos; Copel deve ser afetada pelo aumento de custos e despesas e Cemig deve ter os seus números protegidos reajustes nas tarifas

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SÃO PAULO – O mercado se prepara para receber nesta terça-feira (14), após o fechamento do pregão, os números referentes ao segundo trimestre de 2012 das empresas do setor de energia Eletrobras (ELET6), Copel (CPLE6)  e Cemig (CMIG4).

O analista do HSBC, Eduardo Gomide, espera que dentre essas empresa, a Eletrobras apresente os resultados mais sólidos, superando as estimativas do consenso, favorecido pela alta dos resultados financeiros e pela desvalorização do real.

Em relação à companhia paranaense Copel, o resultado deve ser afetado pelo aumento de custos e despesas. Já a Cemig deve ter os seus números parcialmente protegidos por recentes reajustes nas tarifas.

Copel: aumento dos custos e despesas
Desmembrando cada uma das variáveis que devem ser refletidas nos desempenho da Copel, o analista aponta que a empresa está sendo negociada descontada em relação à seus pares o que, para ele, é parcialmente justificado pela queda nos retornos de sua subsidiára de distribuição e pela redução no pagamento de dividendos. Em contrapartida, o segmento de geração & transmisssão, contribui para a defensividade da tese de investimentos da Copel. 

O analista espera que a empresa apresente resultados fracos no trimestre, com o aumento das despesas e dos custos influenciando o Ebtida (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia. “Estimamos crescimento de 27% na comparação anual na receita consolidada, principalmente devido ao segmento de geração”, destaca.

Por fim, é esperada um fraco lucro líquido devido à queda no resultado financeiro, consequência do grande endividamento da empresa. 

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Projeções do HSBC para os resultados da Copel:

em milhões 2T12E 2T11 %
Receita Líquida R$ 1.950 R$ 1.686 +16%
Ebitda R$ 483 R$ 465 +4%
Margem Ebitda 25% 28% 3 p.p
Lucro Líquido R$ 242 R$ 255 -5%

Cemig: proteção pelo reajuste da gasolina
Em relação à Cemig, o analista mostra otimismo por seu potencial de crescimento em lucros, sólidos dividendos e crescimento da carteira nos segmentos de geração e transmissão. Entretanto, a recente recuperação nas ações e o fato de que sua subsidiária de distribuição passará por uma revisão em tarifas em abril de 2013, limita o retorno potencial da ação.

A expectativa do analista é que a Cemig divulge resultados neutros, mostrando um crescimento de 10%  na comparação anual na receita consolidada, auxiliado pelos segmentos de geração e distribuição.

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Contudo, o aumento das despesas financeiras devem refletir no lucro da companhia. “Temos expectativa de aumento de 12% ano a ano nas despesas financeiras devido ao grande endividamento e dívida no exterior. Consequentemente, apesar de nossa estimativa de aumento na receita, nossa projeção de lucro líquido é de uma alta de 8% ao ano, atingindo R$563 milhões”, afirma Gomide. 

Projeções do HSBC para os resultados da Cemig:

em milhões 2T12E 2T11 %
Receita Líquida R$ 4.218 R$ 3.820 +10%
Ebitda R$ 1.379 R$ 1.268 +9%
Margem Ebitda 33% 33% –
Lucro Líquido R$ 563 R$ 523 +8%

Eletrobras: resultados sólidos
Por fim, a tese de investimento da Eletrobras apresenta múltiplos baratos, justificados pelas margens fracas decorrentes de ineficiências operacionais nas subsidiárias do grupo, bem como a ausência de estratégias orientadas ao mercado. “Parece provável que sua estratégia de crescimento envolvendo retornos baixos terá continuidade e os planos de internacionalização representam um risco de baixa que não deve ser menosprezado”, afirma o analista. 

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Desta forma, a expectiva é de resultados sólidos, ajudado pela desvalorização do Real. “Estimamos que o resultado financeiro da empresa irá crescer 3.356% na comparação ano a ano, em função da desvalorização do Real, impactando os recebíveis de Itaipu de maneira positiva”, analisa.

O analista reforça ainda a estimativa de receita líquida de R$ 793 milhões, alta de 143% na comparação ano a ano, principalmente devido à alta no resultado financeiro. Contudo, o resultado deve ser afetado pelo aumento nas despesas, que deve mostrar alta de 177% no período, em virtude de provisões e energia elétrica adquirida para revenda, juntamente com a queda da equivalência patrimonial das subsidiárias”, finaliza Gomide. 

Projeções do HSBC para os resultados da Eletrobras:

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em milhões 2T12E 2T11 %
Receita Líquida R$ 5.186 R$ 4.383 +18%
Ebitda R$ 1.617 R$ 1.188 +36%
Margem Ebitda 31% 27% +4 p.p.
Lucro Líquido R$ 793 R$ 327 +143%