Barclays projeta bom cenário para Sabesp, apesar da queda no lucro

Após encontro com a Arsesp, a equipe do banco reforça potencial de ganhos para a Sabesp com o reajuste tarifário
Reprodução: Sabesp
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SÃO PAULO – Mesmo após ter reportado um declínio em seu lucro líquido trimestral, o Barclays mantém otimismo com o desempenho da Sabesp (SBSP3). O banco divulgou em relatório que acredita em um cenário melhor nos próximos meses, baseado nos possíveis ganhos que a companhia de saneamento terá com a revisão tarifária. 

De acordo com os analistas Francisco Navarrete, Tatiane Shibata e Giovanna Siracusa, a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) indicou durante reunião que um reajuste “razoável” seria em cerca de 10%, descontada a inflação ou um aumento real de até 18%. “Esse aumento poderia levar à uma BRR (Base de Remuneração Regulatória) de R$ 34 bilhões, que é 21% maior do que a nossa atual estimativa (R$ 28 bilhões).” 

O time de analistas frisa que não há sinal de que o governo interceda para manter baixas as tarifas de água. “Além disso, a alta recente tarifa de 20% concedido para a Comgás, pela Arsesp, confirma a independência do regulador”, destacam os analistas.

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Para a equipe, outro fator que corrobora com um panorama positivo para a Sabesp é a agressiva meta que o governo tem em relação a saneamento no prazo de até seis anos. Segundo os analistas do Barclays, o objetivo provavelmente só será alçado quando a empresa tiver tarifas mais elevadas. 

Recomendações
O Barclays mantém o preço-alvo para as ações da companhia em R$ 105, o que representa um potencial de valorização de 18,64% em relação ao fechamento da sessão desta quarta-feira (15), de R$ 88,51.

O banco já havia elevado o preço-alvo os papéis da empresa de saneamento no mês passado e também em maio e e em fevereiro.  Desde o início do ano, a instituição já elevou em 46% o valor do preço-alvo das açoes do banco.  A companhia — que é a que registra a maior alta no Ibovespa no primeiro semestre — também teve o seu preço-justo acrescido pelo Citi e o seu rating acrescido pela Fitch.