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Instável durante boa parte do pregão, o Ibovespa consolidou uma trajetória positiva durante a tarde e fechou em alta de 0,79% nesta quarta-feira, após a divulgação da ata do Fomc, revelando que uma nova rodada de estímulos monetários deve ocorrer em breve, a não ser que a economia dos EUA melhore significativamente. O giro financeiro do dia foi de R$ 6,65 bilhões.
O principal índice da bolsa brasileira oscilou entre perdas e ganhos durante toda a sessão. Operando em queda no início do dia, a recuperação ocorreu após a divulgação do indicador de vendas de imóveis usados nos EUA, que apresentou alta para 4,47 milhões de unidades no mês de julho.
Entretanto, após o indicador, a bolsa voltou a operar com perdas, só voltando ao azul após a divulgação da nota. Vale ressaltar que o índice chegou a subir 1,13% após o banco central norte-americano divulgar a minuta, revertendo uma queda de cerca de 0,60% no horário. Entretanto, nos EUA, não foi observado o mesmo movimento, com as bolsas locais fechando sem tendência definida.
Imobiliárias voltam a subir forte
Entre os destaques de ações, estiveram os papéis da Brookfield, com ganhos de 8,91%, aos R$ 4,28. Além delas, as ações das empresas do setor de papel e celulose tiveram alta, em meio às expectativas por medidas de estímulo pelo governo. A Gol também registrou forte alta, com ganhos de 5,42%, aos R$ 10,70, embaladas por possível reajuste de tarifas.
Já na ponta oposta, estiveram os papéis da TIM, com baixa de 4,25%, aos R$ 7,88, seguidos pela Embraer, com baixa de 2,26%, aos R$ 13,38.
Europa segue preocupando
Já na Europa, os investidores aguardaram pelo encontro entre Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, e Antonis Samaras, primeiro-ministro grego. Este deverá pedir ao presidente do Eurogrupo um prazo adicional de dois anos para cumprir com as exigências acordadas com os credores internacionais, que é uma condição para receber o pacote resgate.
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Também traz preocupações para o mercado o Japão, depois de mostrar um déficit de ¥ 517,4 bilhões na balança comercial em julho, pressionado pela queda de 8,1% nas exportações na comparação anual. Isso foi visto como um sinal de enfraquecimento da economia global, especialmente por conta da fraca demanda da China e da União Europeia.
Agenda nacional
Na agenda doméstica desta sessão, o destaque ficou para o IPCA-15, que voltou a aumentar em agosto, registrando alta de 0,39%. Segundo a pesquisa do IBGE, divulgada nesta quarta-feira, o indicador veio superior à inflação de 0,33% apurada em julho.
A maior influência para a aceleração do IPCA-15 de julho para agosto veio do grupo transportes. Da queda de 0,59% em julho, foi para a estagnação em agosto. Vale ressaltar também que o instituto poderá alterar a metodologia de cálculo do índice de agosto, por conta da falta de dados provacada por uma greve de servidores.
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Ainda no front doméstico, houve a divulgação do fluxo cambial, que registrou saldo negativo de US$ 1,071 bilhão entre as exportações e as importações. No acumulado anual, o fluxo cambial ainda encontra-se positivo em US$ 22,874 bilhões enquanto no mesmo período do ano passado era positivo em US$ 62,237 bilhões.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,07%, terminando a R$ 2,0191 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,93%, com alta de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento de terça-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,02%, a 128,98% do valor de face. Já o indicador de risco-País registrou alta de 0,60%, aos 167 pontos ante 166 pontos do fechamento anterior.