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SÃO PAULO – Na década de 1970, o brasileiro da classe média comprometia 25 dias por ano para arcar com serviços básicos (saúde, educação, previdência) que deveriam ser oferecidos pelo governo, tendo em vista a quantidade de tributos pagos pela população. Em 2008, por sua vez, o número de dias cresceu mais de quatro vezes, chegando a 117.
Os dados de levantamento realizado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) consideram o comprometimento da renda de uma família da classe média formada por um casal e dois filhos. Na década de 1980, a média de dias por ano trabalhados para que as pessoas pudessem arcar com os serviços foi de 44.
Confira a evolução
Durante a década de 1990, a situação começa a se agravar, uma vez que os dias comprometidos para que as famílias arcassem com serviços que deveriam ser públicos passaram de 51 em 1990 para 84 em 1998.
Em 2000, por sua vez, já eram 88 dias, de acordo com a tabela abaixo, que mostra o ano de referência e a quantidade de dias trabalhados para pagar pelos serviços:
| Ano | Tempo |
| Década de 1970 | 25 dias |
| Década de 1980 | 44 dias |
| 1990 | 51 dias |
| 1993 | 58 dias |
| 1995 | 73 dias |
| 1998 | 84 dias |
| 2000 | 88 dias |
| 2003 | 102 dias |
| 2005 | 112 dias |
| 2008 | 117 dias |
Fonte: IBPT
Serviços ineficientes
O brasileiro da classe média já compromete 157 dias de trabalho por ano para arcar com tributos. O valor deveria ser investido pelo governo em serviços à população, o que não ocorre. Com isso, os brasileiros tiram do próprio bolso o dinheiro para ter acesso à educação, saúde, previdência privada e segurança, gastos que se acentuam a cada ano.
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A partir de 2005, foram também incluídos os gastos com estradas privadas (pedágio), que atingem o bolso de forma direta, quando o motorista circula pelas rodovias, e indireta, no custo embutido no valor dos fretes, que repercute na circulação de bens e serviços.
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