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SÃO PAULO – A Espanha irá garantir ao seu banco central novos poderes para intervir mais rapidamente em credores com dificuldade, e o fundo de resgate aos bancos do país irá ganhar mais capacidade para fechá-los se eles quebrarem, afirmaram nesta quinta-feira (23) duas fontes com conhecimento do assunto.
O novo decreto permitirá que o Banco da Espanha assuma até mesmo bancos que atingiram exigências de liquidez e solvência, se for “previsível” que eles não poderão atingir tais regras no futuro, de acordo com as fontes.
Madri está endurecendo sua postura como parte das condições para receber até € 100 bilhões de ajuda da zona do euro para seus credores endividados.
As fontes, no entanto, alertaram que a regulação, uma exigência do Memorando de Entendimento que a Espanha assinou quando aceitou o resgate bancário no mês passado, ainda poderia mudar antes da aprovação esperada para 31 de agosto.
O Ministério da Economia e o Banco da Espanha negaram-se a comentar sobre as novas regras pendentes, divulgadas nesta quinta-feira em jornais espanhóis.
O banco estatal Bankia, resgatado em maio, e outros três bancos – CatalunyaCaixa, NovaGalicia e Banco de Valência – estão atualmente nacionalizados. A divulgação dos resultados do teste de estresse independente, banco por banco, dos 14 maiores credores espanhóis está programada para setembro e deve identificar outros bancos que precisam de ajuda.
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“A lei é uma resposta aos problemas que vimos no passado, quando o Banco da Espanha foi acusado de intervir em credores tarde demais”, disse uma das fontes.