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SÃO PAULO – Cerca de 50 países já adotam o sistema de passaporte eletrônico, chamado de e-passport, para dificultar as falsificações do documento e impedir que criminosos utilizem passaportes de outras pessoas para fugir.
Porém, o pesquisador holandês Jeroen Van Beek, da Universidade de Amsterdã, realizou testes com esse sistema e provou que possui diversas falhas, sendo facilmente manipulado, com a inclusão ou modificação de dados.
Mudança no chip
Nesse sistema, os passaportes possuem chips com RFID, um sistema de identificação por rádio freqüência, com informações biométricas e pessoais. Van Beek, com um kit de ferramentas de software, conseguiu inserir dados falsos em um chip.
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Utilizando o computador de sua própria casa, o pesquisador conseguiu modificar os dados de dois passaportes, um de um bebê e o outro de uma mulher de 36 anos.
Com essa facilidade em fraudar os e-passports, diversos turistas ficam vulneráveis a terem os dados roubados quando apresentarem o documento em hotéis ou empresas de aluguel de carro.