Resumo Diário

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Em queda durante todo o dia, o Ibovespa acentuou as perdas no final da sessão, fechando em queda de 1,46% nesta quinta-feira, aos 58.511 pontos. O cenário negativo se baseia em uma série de dados ruins na economia global e cortes de recomendação por aqui. O giro financeiro foi de R$ 6,30 bilhões. 

A sessão foi de ressaca, com os dados de atividade industrial na Europa e na China gerando preocupação ao mercado, após o otimismo com a ata do Fomc (Federal Open Market Committee) na véspera. Os integrantes da autoridade monetária dos EUA sinalizaram que poderão adotar novos estímulos à economia em breve caso a economia não dê sinais de melhora, o que animou os mercados. 

Pessimismo global
Entre os dados desanimadores da agenda internacional, estiveram os números prévios para o PMI Composto, divulgados pelo HSBC, indicando retração na atividade econômica no Velho Continente e uma possível recessão da região neste trimestre.

Já na China, o PMI para a manufatura teve forte queda e atingiu o pior nível em sete meses. A produção industrial por lá também cedeu e passou de expansão para contração.

Nos EUA, os números frustrantes vieram dos pedidos semanais de auxílio-desemprego, que aumentaram de 368 mil para 372 mil, acima das projeções dos analistas, ajudando a acelerar as perdas na sessão. Enquanto isso, as vendas de novas casas no país aumentaram vieram acima do esperado, aos 372 mil em julho. Já o preço das hipotecas aumentou 0,7% em junho, ante inflação de 0,6% registrada no mês anterior.

Hering, Gerdau e Vale caem forte…
Além da pauta econômica bastante movimentada, o cenário corporativo no País também esteve agitado. Após corte de recomendação de “overweight” por parte do Itaú BBA, as ações da Hering tiveram fortes perdas e fecharam o dia com baixa de 5,03%, a R$ 42,66, perdendo apenas para a Gafisa no posto de pior ação do Ibovespa.

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Os papéis da Gerdau, cuja recomendação de compra foi retirada pelo BTG Pactual, também sofreu desvalorização, com perdas de 3,60%, assim como os da Vale, pressionados pela discussão dos royalties no Brasil e pela projeção de menor demanda de minério de ferro da China, após os dados ruins da indústria do país.

Vale ressaltar ainda a declaração do ministro de recursos naturais da Austrália ajudou a deprimir os mercados, ao afirmar que o boom do setor de mineração no país acabou, após a BHP Billiton engavetar dois planos de expansão que somariam ao menos US$ 40 bilhões.

…Usiminas e CSN em alta
Por sua vez, as ações da Usiminas e CSN, que tiveram a recomendação do BTG Pactual elevada para compra, tiveram fortes ganhos na sessão, sendo que os papéis ON da Usiminas tiveram a maior valorização do índice, com alta de 5,10%.

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Grécia: ilhas à venda
O cenário econômico para a Grécia também não é animador, já que o país passa ainda por negociações difíceis no campo político. Nesta semana, o primeiro-ministro do país recebeu o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e pediu a ele mais dois anos para adotar as reformas fiscais que os credores exigem.

No entanto, Junker lembrou que essa decisão dependerá do relatório da Troika – grupo formado por Comissão Europeia, FMI e BCE -, que retornará a Atenas em setembro e deverá concluir a avaliação sobre o progresso grego até o fim daquele mês. Se a avaliação for negativa, a próxima parcela do resgate poderá ser suspensa.

Em meio ao cenário negativo para o país, uma notícia curiosa teve destaque na sessão. A Grécia anunciou que se prepara para vender ilhas inabitadas, de modo a angariar recursos para seus cofres públicos, segundo declarou o primeiro-ministro do país, Antonio Samaras, ao jornal francês Le Monde.

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Agenda nacional
Em meio aos diversos indicadores internacionais, os dados da economia nacional não tiveram muito impacto no mercado. Dentre os índices de inflação, esteve o IPC-S , que baixou para 0,34% na terceira quadrissemana de agosto, depois de encerrar a semana anterior com elevação de 0,39%, informou FGV.

Ainda na agenda doméstica, a Pesquisa Mensal de Emprego referente a julho não teve o resultado completo divulgado devido à paralisação dos servidores do IBGE. Das quatro regiões divulgadas, apenas uma, Recife, apresentou alta em relação ao mesmo período de 2011, passando de 6,3% para 6,5%.

Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,30%, terminando a R$ 2,0252 na venda.

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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,96%, com alta de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento de quarta-feira. 

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,04%, a 128,96% do valor de face. Já o indicador de risco-País registrou baixa de 4,19%, aos 160 pontos ante 167 pontos no fechamento anterior.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.