S&P eleva nota da Cesp, acreditando em sua capacidade de reduzir dívida

Para a agência, a empresa deve reduzir endividamento, mesmo diante do declínio dos resultados por conta da negociação para renovar concessões

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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Standard & Poor’s anunciou nesta quinta-feira (23) a elevação da nota de classificação da Cesp (CESP6) de BB- para BB, com perspectiva estável para os ativos. A classificação foi justificada pelo fato de a companhia continuar a apresentar fortes métricas financeiras, reduzindo de forma consistente os níveis de dívida e com fluxos de caixa favoráveis.

“A Cesp deverá ser capaz de continuar diminuindo sua dívida, em nossa visão, mesmo diante de um cenário de declínio em seus resultados operacionais decorrente de uma negociação para renovar suas concessões que inclua redução de preços”, explica a S&P em nota. 

Apesar disso, a agência acredita que as incertezas relativas à renovação das concessões ainda acarretam algum risco de negócios. As concessões das hidrelétricas Jupiá e Ilha Solteira, que juntas respondem por 67% da capacidade instalada da Cesp, vencerão em 2015. Portanto, de 2016 em diante, se o governo brasileiro decidir não renovar as concessões, a Cesp poderá ter de retornar essas duas grandes usinas ao Governo Federal.

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“Acreditamos que as concessões serão renovadas com uma redução de preços e que essa decisão diminuiria as incertezas sobre o plano de negócios da Cesp, resultando em aumento em seus investimentos para melhorar a base de ativos e alinhar o perfil de negócios ao de outras entidades reguladas do setor de infraestrutura no Brasil”, afirma a agência.

Perspectivas
De acordo com a S&P, historicamente a Cesp tem demonstrado capacidade para gerar eletricidade de maneira consistente acima da meta estipulada pelo regulador. Nos últimos três anos, sua geração de eletricidade tem sido acima de suas necessidades de energia assegurada, permitindo-lhe vender o excedente no mercado de curto prazo (spot).

No entanto, os preços nesse mercado são voláteis, visto que o ciclo hidrológico no Brasil os determina. “Acreditamos que a decisão final sobre a renovação das concessões também permitirá à empresa assinar novos contratos de longo prazo”, conclui a agência.