Austin Rating eleva rating do Brasil para BBB, com perspectiva estável

Melhora da condição econômica e social nos últimos 36 meses colaborou para elevação da nota, destaca economista-chefe da agência

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SÃO PAULO – A Austin Rating elevou o rating soberano do Brasil de BBB- para BBB, comunicou a agência de classificação nesta sexta-feira (24), com perspectiva estável. “A elevação do rating está fundamentada tanto na melhora da condição econômica e social do país nos últimos 36 meses”, avalia Alex Agostini, economista-chefe da agência de classificação de risco.

Ele cita que o fortalecimento do mercado doméstico – em um cenário de desaquecimento global -, a mudança do perfil da dívida interna e a a melhor capacidade de pagamento em moeda estrangeira do País como outros elementos que colaboraram para a elevação de risco. O aumento dos capitais estrangeiros, sobretudo do IED (Investimento Estrangeiro Direto), também impulsionou uma avaliação positiva. “O processo de classificação se apoia em fatores estruturais que condicionam o desempenho da economia e a capacidade de honrar compromissos no longo prazo”, destaca o economista-chefe. 

O Governo Federal tem mantido o programa de recomposição de reservas internacionais, o que é positivo para o País na avaliação de Agostini. As reservas já atingem o nível de US$ 375 bilhões – acima da dívida externa bruta, hoje em torno de US$ 302,8 bilhões. Assim, o Brasil se tornou credor externo em 2008. Além disso, tem-se mitigado a parcela da dívida interna que é atrelada à variação cambial – trazendo maior segurança ao País. 

Alguns pontos, porém, ainda precisam ter maior atenção: o governo precisa embarcar em reformas estruturais tributária, trabalhista e previdenciária. O nível de investimento em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) também é baixo, e dívida bruta ainda está em nível elevado – o que implica em grande diferença na remuneração do ativo e passivo do setor público. Para Agostini, ainda é necessário que o Brasil tenha resultados concretos em medidas recentes para que haja uma nova elevação nos próximos 12 meses. 

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