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SÃO PAULO – A confiança do consumidor registrou uma queda de 10% entre setembro e outubro deste ano, segundo indicou a Sondagem de Expectativas do Consumidor da FGV (Fundação Getulio Vargas), nesta quinta-feira (23).
Segundo o economista da Fundação, Aloísio Campelo, a queda, a maior da série histórica iniciada em setembro de 2005, pode influenciar as vendas do Natal, dependendo do que irá acontecer em novembro.
“É possível que afete a intenção de compra para o Natal, mas isso não significa que não vai haver crescimento em relação ao ano passado, porque houve aumento da massa salarial. Por outro lado, a gente também tem juros mais altos e o consumidor está mais cauteloso, o que deve ter um impacto de perda de dinamismo no Natal. Mas tem que observar o que vai acontecer em novembro”, afirma.
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Brasil não está imune
De acordo com Campelo, a queda aconteceu devido ao fato de que os consumidores já não acreditam que o Brasil ficará imune à crise financeira. “Foi uma queda abrupta. O consumidor estava anestesiado, achando que o Brasil estava imune, e agora viu que não é bem assim”, afirma. Na avaliação da FGV, o consumidor já está pessimista.
Expectativa para a família
Campelo ressalta que, nas pesquisas anteriores, a expectativa para a situação econômica local, da cidade onde o consumidor vive, já demonstrava certo pessimismo do consumidor, enquanto as expectativas para a situação econômica da família continuavam boas. “Agora, piorou, e piorou também a avaliação de emprego. O consumidor já acha que terá uma queda na criação de empregos”, diz.
O economista também lembra que o Índice de Confiança chegou a apresentar queda neste ano, entre junho e julho (-4,9%), devido à inflação dos alimentos. “O índice tinha se recuperado em agosto e setembro e não havia sinal de preocupação com a crise. O consumidor não vinha mostrando essa sensibilidade”, afirma.