Pé no freio: brasileiro corta gastos com recursos do décimo terceiro

Segundo Anefac, comportamento "demonstra uma maior cautela e contenção de gastos por parte dos consumidores"

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SÃO PAULO – Com a chegada do final do ano, devem ser injetados na economia brasileira cerca de R$ 78 bilhões em conseqüência do pagamento do 13º salário.

De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o valor médio nacional a ser pago a título de abono salarial foi estimado em R$ 1.105. Como o consumidor deve gastar essa grana extra?

Segundo pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), os trabalhadores que têm a intenção de usar os recursos do 13º salário e de financiamentos para as compras de final de ano colocaram o pé no freio. Enquanto em 2007, 55% dos consumidores pretendiam gastar, no Natal, até R$ 500, neste ano, o percentual subiu para 63%, mostrando a intenção de gastos menores.

Gastos até R$ 100 foram os que mais subiram

De acordo com o levantamento, os gastos até R$ 100 foram os que apresentaram maior elevação. Enquanto no ano passado 10% dos trabalhadores pretendiam restringir os gastos até esta quantia, este ano o percentual subiu para 13%.

O mesmo aconteceu com os gastos entre R$ 100 e R$ 200, que passaram de 16% para 19% de um ano para outro, e com o montante entre R$ 200 e R$ 500, que subiu de 29% para 31% das intenções.

Gastos maiores tiveram redução

Por outro lado, o percentual de pessoas que pretendem gastar entre R$ 500 e R$ 5 mil caiu de 42% para 36%.

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Segundo o estudo, o comportamento “demonstra uma maior cautela e contenção de gastos por parte dos consumidores”.

A tabela abaixo detalha, por faixa de valores, a intenção de gastos que serão pagos tanto com recursos do abono de Natal como por meio de financiamentos:

Valores 2008 2007 2008 x 2007
Até R$ 100 13% 10% 30%
De R$ 100 a R$ 200 19% 16% 18,75%
De R$ 200 a R$ 500 31% 29% 6,90%
De R$ 500 a R$ 1.000 17% 19% -10,53%
De R$ 1.000 a R$ 2.000 14% 16% -12,50%
De R$ 2.000 a R$ 5.000 5% 7% -28,57%
Acima de R$ 5.000 1% 3% -66,67%