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SÃO PAULO – A medida tomada pelo governo, de reduzir o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nos financiamentos de motocicletas de 3,38% para 0,38%, deve gerar uma queda de cerca de 3% no valor das parcelas, muito pouco para mudar o comportamento do consumidor.
Simulação realizada pelo vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel de Oliveira, a pedido da InfoMoney, revela que, por exemplo, em um financiamento de uma motocicleta de R$ 3,5 mil, com juros a 2,5% ao mês (considerado baixo), por 24 meses, o valor da parcela passaria de R$ 202,31 para R$ 196,44.
Neste caso, a medida faria o consumidor economizar R$ 5,87 ao mês, ou R$ 140,88 ao final do financiamento, que passaria de R$ 4.855,44 para R$ 4.714,56.
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Medida não basta
De acordo com Oliveira, a medida, por si só, não deve estimular a compra da motocicleta, tendo em vista a baixa diferença no valor da parcela. “A pessoa que pretende comprar a moto compraria com o IOF para baixo ou para cima. Nem ele mais baixo faria a pessoa comprar, nem ele mais alto faria ela desistir”, afirmou.
Ele ressaltou que, mesmo assim, a atitude é positiva. Porém, deveria vir acompanhada de dois pontos importantes:
- Segurança no emprego: “quando a pessoa não se sente segura, isso afeta negativamente as compras”.
- Melhora nas condições de crédito: “bancos devem ser menos seletivos, os prazos mais longos e deve haver queda nos juros”.
Conforme explicou Miguel, o consumidor está sendo afetado pela onda de notícias ruins, mas, para o próximo ano, haverá uma melhora no cenário. “Aos poucos, a confiança do consumidor volta e o ano que vem vai ser melhor. O pior já passou”, conclui.