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SÃO PAULO – A Grande São Paulo registra 25 acidentes graves de motocicletas a cada dia. De 5 a 7 morrem na hora e a maioria falece durante a internação ou o tratamento hospitalar.
Os dados foram divulgados pelo diretor do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Dirceu Rodrigues Alves Júnior, durante o Fórum Desafio em Duas Rodas – Convivência entre Automóveis e Motos nas Grandes Cidades.
“Cerca de 65% das Unidades de Tratamento Intensivo dos hospitais são ocupadas pelos acidentados no trânsito, dos quais 73% são acidentes com motociclistas”, revela Alves Júnior.
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Causas
Segundo ele, 96% dos acidentes são causados por imprudência, imperícia ou negligência do motociclista; 3% pelo sono ou fadiga e 1% por outros fatores, como carros e condições climáticas.
Para o diretor, o grande número de acidentes envolvendo motociclistas está ligado ao crescimento do fluxo desse tipo de veículo nas ruas e ao espaço reduzido no tráfego. “A falta de espaço gera a busca de caminhos virtuais entre os veículos e, com isso, eles sofrem mais acidentes”, alerta.
O risco das motocicletas é tão grande, enfatiza Alves Júnior, que a Abramet estima que 69% dos seus condutores sofrerão acidentes nos próximos seis meses.
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Perigos
Ainda de acordo com o profissional, o acidente com o motociclista é sempre grave, pois ele não possui mecanismo de defesa, nem equipamentos de proteção realmente seguros.
O professor da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo) afirmou que as maiores vítimas dos acidentes são as pessoas que usam motocicletas para ir ao trabalho ou para se divertir.
Segundo ele, a cada cinco acidentes fatais, quatro ocorrem com esse tipo de usuário e um com os motoboys. “Imagine que alguém tira a habilitação, compra uma moto, vai trabalhar com ela e entra no trânsito de São Paulo. Demora até adquirir a habilidade e experiência”, explica.
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O professor reforçou que quem dirige automóvel não enxerga a motocicleta, pois, em certos momentos, ele passa de repente e, mesmo que o motorista esteja atento, pode acabar não percebendo a presença deste veículo.
Medidas públicas
Massari observa que o trânsito muda constantemente e que, por isso, é preciso pensar em novas alternativas, mas o poder público está atrasado para essas reações, conforme publicado na Agência Brasil.
O objetivo do Fórum Desafio em Duas Rodas é aproximar instituições das áreas de saúde, organização e segurança do trânsito, para identificar ações que possam ser implementadas pelo poder público.