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SÃO PAULO – Em dezembro, o setor de autopeças deverá contabilizar 223,7 mil trabalhadores. Se o número se confirmar, o crescimento será de 3,2%, inferior ao prognóstico anterior, de agosto, de 8,3%. O ápice do nível de emprego do ano foi em setembro, com 231,9 mil empregados.
Os dados são de pesquisa realizada pelo Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos), que, no início de novembro, consultou 95 empresas associadas, de vários estados brasileiros, que representam cerca de 41% do faturamento do setor de autopeças.
Férias coletivas
Todas as empresas afirmaram que irão paralisar suas atividades ao menos por 16 dias, por conta das férias coletivas. “Mas é bom levar em conta que os acontecimentos e algumas decisões das empresas têm mudado diariamente e a situação pode piorar”, diz o presidente do Sindipeças, Paulo Butori, em referência à crise financeira global.
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Quanto à intenção de investir, 48% das empresas informaram que manterão o que havia sido programado para 2009, 46% irão reduzir os investimentos e apenas 6%, aumentar.
Já no que se refere ao fechamento do ano, em revisão das perspectivas feitas em novembro, caiu de 9,6% para 6,3% a previsão de crescimento em reais do faturamento do setor, que pode chegar a R$ 74,4 bilhões.
Butori diz que a entidade criou um grupo de trabalho que começa a estudar o que pode ser feito para minimizar os efeitos da turbulência econômica. “O empresário precisa ter calma e equilíbrio para não tomar decisões precipitadas nem ficar apenas olhando a tempestade pela janela”, alerta, lamentando a perspectiva de que o primeiro trimestre do ano que vem será muito difícil para os empresários.