Poder de compra da classe média paulistana diminuiu 0,42% em novembro

Inflação é menor do que a registrada em outubro, quando foi de 0,51%; alimentação puxou alta de preços do mês

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SÃO PAULO – O poder de compra da classe média paulistana diminuiu 0,42% em novembro, de acordo com o ICVM (Índice de Custo de Vida da Classe Média), medido pela Ordem dos Economistas do Brasil. No mês anterior, o índice foi superior, de 0,51%.

Em novembro, todos os sete grupos analisados registraram inflação, sendo que o principal vilão da alta foi o grupo de alimentação, com avanço de 0,81%, puxado, principalmente, pelo preço do açúcar (5,55%).

No acumulado dos últimos 12 meses terminados em novembro, a inflação para a classe média de São Paulo atingiu variação positiva de 6,94%, enquanto no ano ela já subiu 5,95%.

Despesas da classe média

Quando levado em consideração o décimo primeiro mês do ano, o grupo Despesas Pessoais também foi destaque, com elevação de 0,52%, em média. Destaque nesse item foi para o aumento nos preços das revistas (3,01%) e dos serviços bancários (4,43%).

Por conta do aumento do preço dos planos de saúde (0,48%), o grupo Saúde teve variação média positiva de 0,36%. Em Transporte, a alta foi de 0,36%, devido principalmente ao aumento dos preços dos produtos para veículos (2,79%) e dos gastos com a manutenção (1,93%).

O grupo Vestuário registrou alta de 0,36%, impulsionado pelos preços das roupas masculinas e infantis (0,77% e 0,88%, respectivamente). Já as roupas femininas ficaram próximas de manter um preço estável com -0,02%.

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Educação, por sua vez, apresentou alta de 0,05%, resultado da alta de 0,58% no preço dos livros didáticos e de 0,23% no material escolar.

Já a Habitação registrou alta de 0,30%, resultado do aumento das despesas com aluguel (0,39%) e condomínio (0,88%).

Pesquisa

Desde junho de 1981, a Ordem calcula mensalmente o custo de vida da classe média no município de São Paulo, tendo como base as despesas das famílias com renda mensal na faixa de 6 a 33 salários mínimos. A partir de julho de 1994, no entanto, foi adotado novo critério, com mudança da faixa de renda de 10 a 40 mínimos.

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O cálculo leva em consideração os preços médios do mês atual comparados com os valores médios do mês imediatamente anterior. Portanto, ele não retrata a variação de preços do primeiro ao último dia útil do mês.