Número de consumidores de correspondentes bancários deverá crescer este ano

Isso porque os contratos entre as instituições financeiras e os varejistas deverão prever exclusividade

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SÃO PAULO – O número de consumidores de correspondentes bancários deverá aumentar este ano, por conta da mudança no modelo brasileiro. Isso porque os contratos entre as instituições financeiras e os varejistas, sejam eles pequenos, médios ou grandes, deverão prever exclusividade.

Conforme divulgou o Diário do Comércio, atualmente, a maior parte dos correspondentes bancários (lojas, casas lotéricas etc) tem convênio com várias instituições diferentes.

Reforço da marca

De acordo com o diretor geral do Lemon Bank, Gilberto Salomão, os contratos de exclusividade garantirão o reforço da marca aos olhos dos clientes, que passarão a lembrar que determinado estabelecimento é correspondente do seu banco.

Para o Lemon Bank, o compartilhamento é viável, desde que duas marcas de bancos não estejam na mesma loja. Já na opinião do superintendente de canais físicos da Caixa Econômica Federal, Tarcísio Luiz Dalvi, o fato da não haver bancos concorrentes nas lojas melhora a rentabilidade do modelo para os dois lados.

Segundo o Banco Central (BC), que regulamenta e fiscaliza os correspondentes bancários, a lei não proíbe os contratos de exclusividade, uma vez que não cabe à instituição decidir que tipo de contrato deve ser fechado entre os bancos e os comerciantes.