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SÃO PAULO – Após três anos e meio no mercado nacional, os veículos bicombustíveis continuam conquistando seu espaço. Isto porque 82,2% dos automóveis nacionais e importados vendidos no mercado interno em dezembro eram do tipo flex fuel.
Assim, houve um ligeiro aumento na participação dos flex em relação ao mês anterior: em novembro, 81,4% dos veículos vendidos eram bicombustíveis. Já na comparação a dezembro de 2005 (68,6%), houve um considerável crescimento.
Os dados fazem parte da Carta da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), divulgada nesta quarta-feira (10).
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Gasolina, álcool e diesel
As vendas de veículos movidos apenas à gasolina diminuíram no último mês do ano, com o índice de 13,3% registrado em dezembro, ante 14,1% em novembro. Em relação a dezembro de 2005 (25,2%), também houve recuo.
Já os automóveis movidos apenas a álcool tiveram participação nula no mês passado, mantendo a ausência de participação iniciada em junho, depois de um movimento de queda que começou no ano passado. No entanto, no mesmo mês de 2005, esta participação era de 1,2%.
Por fim, os automóveis movidos a diesel apresentaram participação de 4,4% no mês passado, o que representa diminuição de 0,2 ponto percentual em relação ao índice de novembro. Com relação a dezembro do ano passado (5%), houve queda de 0,6 ponto percentual.
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No ano passado, bicombustíveis também eram maioria
Em 2006, os carros bicombustíveis vendidos no mercado interno também representaram maioria (78,1%). Em relação a 2005, o índice aumentou 27,9 pontos percentuais e se afastou ainda mais do percentual de carros movidos a gasolina.
Isso porque, em 2006, a diferença entre os flex-fuel e a gasolina (17,3%) era de 60,8 pontos percentuais, enquanto no ano anterior era de 7,1 pontos percentuais, com a gasolina representando 43,1% e os bicombustíveis, 50,2%.
Os carros a álcool e a diesel representaram 0,1% e 4,5%, respectivamente, em 2006. Índices inferiores aos 2% (álcool) e 4,8% (diesel) do ano anterior.