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SÃO PAULO – O preço do minério de ferro, que está oscilando em uma mínima de quase três anos, caminha para fechar agosto com a pior performance em 10 meses, enquanto os produtores de aço na China evitam novas cargas diante da baixa demanda pela commodity.
O minério de ferro foi o mais afetado entre as commodities industriais pela desaceleração da economia chinesa, perdendo 36% este ano, com os preços do aço em queda reprimindo a demanda do maior consumidor da matéria-prima.
O minério de ferro com 62% de ferro, referência da indústria, caiu 1,8%, para US$ 88,70 por tonelada na quinta-feira (30), menor valor desde outubro de 2009, de acordo com dados do Steel Index.
No mês, o produto perdeu mais de 24%, maior queda desde que recuou 31% em outubro passado.
“Isso tem a ver com o desarmazenamento, pois eu não acho que vamos ver um colapso massivo na demanda de aço do consumidor final. Todo mundo está apenas reduzindo seu estoque de minério de ferro”, disse Graeme Train, analista do Macquarie, em Xangai.
As siderúrgicas chinesas reduziram seus estoques de minério de ferro para valer por cerca de 17-18 dias de consumo, ante os 27-30 dias no ano passado, disse Train.
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Ele disse que o “mínimo absoluto” de estoque seria 14 dias, o que é mais ou menos o período que leva para a carga importada da Austrália chegar à China.
“Então, há um potencial para as siderúrgicas desarmazenarem mais, então podemos ver os preços caindo para entre US$ 75 e US$ 80”, disse ele.
A mineradora Vale SA, maior mineradora de minério de ferro do mundo, disse à Reuters estar surpresa com a queda dos preços abaixo de US$ 110 por tonelada, a qual atribuiu ao excesso de oferta, mais do que à fraca demanda.
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José Carlos Martins, que comanda o setor de minério de ferro da Vale, no entanto, disse que os custos de produção da companhia ainda estavam muito abaixo dos preços atuais.
“Somos um dos produtores mais eficientes”, disse ele. “Seremos os últimos a deixar o mercado.”