Resumo Diário

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Em um dia de forte volatilidade, em que chegou a subir 1,01% e a cair 0,94%, o Ibovespa fechou o último pregão de agosto com queda de 0,34%, aos 57.061 pontos, tendo como vetor principal o discurso do presidente do Federal Reserve. Com esse desempenho, o índice terminou a semana acumulando um recuo de 2,33%, mas mesmo assim conseguiu terminar o mês com alta de 1,72% , beneficiado pelo forte rali nos primeiros dias de agosto. O giro financeiro desta sexta-feira foi bastante acima da média, somando R$ 10,15 bilhões.

A principal referência da sessão foi o discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, em Jackson Hole. Bernanke disse que está pronto para agir, inclusive com mais compras de títulos, mas a fala não apresentou grandes novidades em relação aos eventos anteriores. O presidente do Fed reiterou que o mercado de trabalho representa uma grave preocupação, ao passo que a economia está em um crescimento longe do ritmo considerado satisfatório.

Por sua vez, Bernanke fez um balanço sobre os últimos programas de compra de ativos e concluiu que eles foram muito efetivos para impulsionar o crescimento.

Elétricas sofrem mais um apagão na Bovespa
Mais uma vez, as ações do setor elétrico tiveram um desempenho fortemente negativo. Os papéis, liderados pela Transmissão Paulista, registraram as maiores perdas do Ibovespa. Isso em meio às discussões sobre renovação de concessões, sendo que a presidente Dilma Rousseff já revelou que irá anunciar medidas para reduzir o custo da energia na próxima semana.

Na outra ponta, os ativos da Tim lideraram os ganhos do Ibovespa, com ganhos de 5,08%.

Fora do índice, estiveram as ações da HRT, que registraram forte queda em seu último pregão no MSCI Emerging Markets, o índice de ações do Morgan Stanley voltado para ações dos mercados emergentes. Já as ações da Marcopolo, que foram incluídas no índice do banco, subiram 3,45%. Ambas tiveram um volume bastante acima da média, superando a faixa dos R$ 100 milhões.

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PIB no Brasil em linha e ânimo com Espanha
Por aqui, o IBGE revelou um crescimento de 0,4% para o PIB no segundo trimestre, na comparação trimestral, o que foi próximo às projeções dos analistas. Ainda por aqui, o superávit primário passou de R$ 17,4 bilhões em junho para R$ 5,5 bilhões em julho.

Já na Europa, o destaque ficou com a Espanha, após o país aprovar uma ampla reforma financeira, na qual criou um “banco podre”. Ele irá concentrar os ativos tóxicos e, assim, tentar sanar as contas das instituições financeiras do país.

Enquanto isso, na agenda de indicadores norte-americana, esteve a atividade industrial de Chicago, que avançou abaixo do esperado em agosto, enquanto a confiança dos consumidores no mesmo mês e os pedidos à indústria em julho vieram acima do projetado. 

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Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,81%, terminando a R$ 2,0306 na venda, mas fechando em alta de 0,30% na semana.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,27%, com alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,03%, a 128,86% do valor de face. Já o indicador de risco-País ficou estável em relação ao fechamento anterior, aos 173 pontos.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.