Hackers e crackers promovem ataques globalizados

Autores de códigos maliciosos do Brasil estão usando kit de ataque desenvolvido em outros países, dificultando ações de segurança

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SÃO PAULO – O mundo globalizado pode trazer grandes mudanças, mas essa transformação pode ser sentida tanto positivamente, com a alta tecnologia da comunicação, quanto negativamente, pela ação dos hackers e crackers, que estão cada vez mais espalhados na internet e atuando em “parceria” com estrangeiros.

Conforme veiculou o Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo, a empresa Websense Security Labs, que monitora os ataques virtuais e fornece sistemas de prevenção a fraudes, detectou que autores de códigos maliciosos baseados no Brasil agora estão utilizando um kit de exploit web originado da Rússia.

Modo de infecção

O kit de ferramentas Web Attacker permite que os agressores coloquem códigos em seus sites da internet para infectar visitantes.

Através de uma observação diária, a empresa detectou uma reportagem falsa sobre o caso de um assalto que dizia oferecer uma recompensa alta para quem capturasse o criminoso. Outra forma de ataque pode ser por um e-mail que pede para que o usuário veja algumas fotos.

Em ambos os casos, os agressores usaram o e-mail como forma de atrair a atenção de visitantes para seus sites. Os dois exemplos continham código que instalavam e baixavam informações roubando códigos maliciosos se o computador não estivesse completamente protegido.

Fraudes

A Justiça ainda não sabe ao certo como capturar estes criminosos, pois, além da dificuldade na identificação tanto do local de onde o ataque partiu quanto de seus criadores, mesmo que sejam os autores dos golpes sejam identificados, podem não estar sujeito às leis do país que sofreu a invasão.

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Mesmo que muitos países já possuam leis específicas para crimes digitais, a ação de identificação e apreensão de toda uma quadrilha virtual é praticamente impossível.

Segundo Cássio de Alcântara, gerente de território e canais da Websense, “da mesma forma que empresas globalizadas trabalham em conjunto desenvolvendo sistemas de proteção para corporações e usuários finais, agora o outro lado também está se mobilizando para desenvolver formas de ataque”.