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SÃO PAULO – O crescimento da internet no Brasil não se verifica apenas no aspecto positivo, como a marca de mais de 14 milhões de usuários que têm acesso à rede, mas também nas estatísticas negativas, como as de criação de vírus. O País aparece em segundo lugar no ranking de países fornecedores de pragas virtuais, já que os crackers brasileiros foram responsáveis por escrever 14,2% dos malwares detectados na internet durante 2006.
Os dados são do estudo Security Threat Report 2007, divulgado pela Sophos. De acordo com o levantamento, o Brasil tem grande participação na circulação de cavalos-de-tróia, ficando atrás apenas da China, que responde por 30% dos malwares.
Roubo de senhas
Destaque como fornecedor em potencial em 2006, o País responde por 80% do vírus cavalo-de-tróia, contra 16,8% de pragas para Windows.
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Em relação aos tipos de ataques, o relatório aponta diferenças de objetivos entre os chineses e brasileiros. Enquanto os primeiros criam códigos maliciosos com o objetivo de roubar senhas de jogadores online, os brasileiros estão atrás das senhas de usuários que acessam o internet banking.
Pouco expressivo como hospedeiro
Apesar de ser um desenvolvedor em potencial dos vírus, o Brasil ocupa lugar pouco significativo no ranking dos países que mais hospedam e emitem códigos maliciosos.
No caso dos hospedeiros, o Brasil nem aparece na lista, liderada por Estados Unidos, com 34,2%. A China, com 31%, e a Rússia, com 9,5%, vêm na seqüência.
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No ranking de emissores de mensagens contaminadas, o Brasil é o sétimo colocado, com 3,5%. Os Estados Unidos estão novamente no topo, com 22%, e a China em segundo lugar, com 15,9%.
A pesquisa revela ainda que a difusão de trojans por e-mails está sendo substituída pelo uso de links que levam a downloads de conteúdos suspeitos.