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SÃO PAULO – Para quem vive em países onde as relações pessoais são mais “acaloradas”, como o Brasil, pode ser difícil de entender a importância dos serviços de procura de parceiros em outros países.
Porém, em países de cultura mais tradicional, em que a timidez nesse aspecto é marca comum, como o Japão, ou onde a população está espalhada, e tem um estilo de vida mais isolada, como a Finlândia, namorar pode ser uma tarefa difícil.
Facilitando a vida dos tímidos
Assim, empresas de relacionamentos, que cadastram perfis de clientes e cruzam informações para encontrar possíveis pares ideais, sempre foram muito procuradas.
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Uma pesquisa da Motorola sobre os impactos sociais dos celulares de terceira geração (3G) mostrou que esse mercado pegou carona na tecnologia, facilitando a vida amorosa de milhares de pessoas.
As companhias agora oferecem seus serviços através de sistemas baseados em mensagens de texto. As pessoas inscritas recebem informações sobre alguém com certo nível de compatibilidade e podem trocar mensagens entre si.
Mais interação, menos exposição
Entrevistados finlandeses se mostraram bastante satisfeitos com essa faceta do avanço tecnológico dos aparelhos de celular, pois aprovam a possibilidade de comunicação, sem expor nenhum dos envolvidos no processo. Os mais tímidos, que muitas vezes não sabem o que dizer diante de um parceiro em potencial, sentem-se confortáveis com a perspectiva de ter mais tempo para responder a uma pergunta ou pensar em uma frase mais inteligente.
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Nesse aspecto, os japoneses concordam: para muitos, os celulares encorajam os mais tímidos a serem mais extrovertidos. Já as garotas aproveitam a tecnologia para tirar fotos com o celular e, depois, trocar números para contato.
Assim, os usuários se sentem mais à vontade para interagir uns com os outros, podendo passar de mensagens de texto a ligações e até troca de vídeos, de acordo com o andamento.
Amor à distância
Mas, se para alguns a tecnologia trouxe privacidade, para outros trouxe mais emoção, sobretudo nos relacionamentos à distância. Em países vastos e com baixa densidade populacional como a Austrália, por exemplo, a comunicação através de celular facilitou os relacionamentos à distância. O celular também é responsável por manter acesa a chama dos jovens casais separados pelo serviço militar obrigatório.
Ainda que, em muitos casos, a mensagem telefônica com vídeo não seja distinta daquela que as pessoas teriam através do telefone, a inclusão de imagem traz mais emoção à comunicação.
Quando o privado vira público
Em países como o Brasil, contudo, o estudo destaca o fenômeno de sites como o Orkut e dos blogs pessoais como indicadores da boa receptividade dos usuários à tecnologia GSM, ainda que, por razões econômicas, os novos celulares tenham baixa penetração.
“Aqui, a vida privada é pública” afirma o cientista e comentarista de telecomunicações, Silvio Meira, para explicar o sucesso dos blogs pessoais, verdadeiros diários virtuais onde celebridades contam o seu dia a dia a um público voraz por informações dos seus ídolos.
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Não importa a forma como a tecnologia é utilizada, não há como negar que ela veio facilitar a comunicação e, consequentemente, o relacionamento entre as pessoas. Ainda que as traições virtuais já tenham causado a separação de alguns casais, a maior facilidade de interação entre as pessoas certamente tem um componente mais positivo do que negativo aos relacionamentos.