Resumo Diário

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Invertendo sinal durante a tarde, o Ibovespa terminou a segunda-feira em alta de 0,62%, aos 54.692 pontos. Boa parte desta alta foi motivada pelos ganhos de 14,55% das ações da OGX Petróleo, que terminaram a sessão cotados a R$ 6,30 – mostrando recuperação após a forte queda de 40,54% na semana anterior. O giro financeiro foi de R$ 4,80 bilhões. 

O índice avançou a despeito dos dados econômicos decepcionantes na Europa, Estados Unidos e China. Na China, a atividade manufatureira bateu sua mínima em sete meses, enquanto nos EUA o índice alcançou o pior patamar dos últimos 18 meses. Ainda por lá, os gastos com construção civil nos EUA avançam 0,9% em maio.

Na Zona do Euro, o PMI de manufatura voltou a mostrar retração, enquanto a taxa de desemprego europeia bateu recorde ao atingir 11,1% em maio. O continente voltou a ser motivo de preocupação, após ser anunciado que a Finlândia e a Holanda devem bloquear a compra de títulos públicos de economias da Zona do Euro pelos fundos de resgate – uma das principais medidas decididas na reunião de cúpula da União Europeia na semana passada.

Destaque de ações
Além da OGX, empresas de logística também tiveram bom desempenho. A ALL avançou 5,78% aos R$ 8,97, enquanto a LLX Logística teve ganhos de 4,52%, terminando a R$ 2,31. Por sua vez, os papéis da MMX Mineração avançaram 3,42%, terminando a R$ 6,05. 

A Gafisa liderou as perdas com queda de 4,18%, terminando a R$ 2,52. Outra imobiliária esteve entre as maiores quedas – a Rossi, que recuou 3,65% aos R$ 4,75. A terceira maior queda foi registrada pela Souza Cruz, que recuou 3,32%, para R$ 28,50. 

Agenda doméstica
Por aqui, o boletim semanal do Focus divulgado pelo Banco Central mostrou retração na projeção de crescimento do PIB pela oitava semana consecutiva. Por sua vez, a Balança Comercial mostrou saldo positivo de US$ 807 milhões.

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Dólar
Mesmo com os dados negativos apresentados tanto no front externo quanto interno nesta segunda-feira, o dólar comercial manteve a trajetória de desvalorização vista nos últimos dias. Com isso, a moeda apontou queda de 1,12%, aos R$ 1,9874 na venda, fechando pela primeira vez abaixo dos R$ 2,00 desde 29 de maio.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,84%, 0,06 ponto percentual abaixo do fechamento de sexta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,11%, a 129,42% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve alta de 4 pontos-base nesta sessão, aos 211 pontos.