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SÃO PAULO – No ano passado, o número de acessos em banda larga cresceu 40,1% no Brasil em relação ao ano anterior, revela o “Barômetro Cisco de Banda Larga”, divulgado pela Cisco Systems nesta quarta-feira (28).
No total, o País fechou o ano com mais de 5,3 milhões de conexões em banda larga, além de ganhar mais 18 mil conexões de IP Dedicado – principal meio de acesso rápido à Internet utilizado por médias e grandes empresas – com relação ao mês de dezembro de 2005.
A maior parte das conexões (78,2%) feitas no País ainda é via linha telefônica. Já o acesso via cabo no Brasil equivale a 17,8% do total de conexões em 2006.
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Internet mais rápida
De acordo com os dados, os brasileiros procuraram uma conexão mais rápida em 2006. Enquanto as conexões com velocidade acima de 512 Kbps eram 21% do mercado total em 2005, eles passaram para 37% no último mês do ano passado.
“Este crescimento, em parte, se deve ao fato de que os usuários de internet intensificaram o uso de novas aplicações que demandam velocidades maiores, como o download de música e serviços de vídeo pela internet, entre outros”, afirma Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil.
Entrada de classes mais baixas acirra concorrência
Segundo Ripper, estudos do ano passado mostraram que as classes mais baixas tiveram incentivos fiscais para aquisição do PC e, por isso, procuraram o acesso à banda larga.
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Com o mercado expandido, a concorrência entre as empresas de TV a cabo e as operadoras de telefonia para conquistar os clientes aumentou, o que motivou a oferta de serviços com maiores velocidades e a diminuição de 8% dos preços para as faixas mais superiores de velocidade.
“A partir de agora, considerando a forte correlação entre preço e demanda por serviços banda larga, serão necessários novos mecanismos para redução dos preços, incluindo benefícios fiscais, a exemplo do que o governo federal fez em relação à compra de computadores, e uma regulamentação focada para incentivar a universalização do serviço de banda larga e a utilização de novas tecnologias de acesso”, confirmou Ripper.
Sudeste tem mais acesso
A região Sudeste se caracteriza com um maior número de acessos à Internet, com 60,7%. Vale notar que somente o Estado de São Paulo contou com 39,3%. Em seguida está a região Sul (19,4%), Nordeste (8,9%), Norte (5,7%) e Centro-Oeste (5,2%).
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Considerando agora todo o Brasil, o estudo mostra que os usuários residenciais são os principais consumidores de banda larga, representando 86,6% do total de conexões ativas em dezembro último, ante 13,4% dos usuários comerciais.
A pesquisa confirma que “o mercado residencial beneficiou-se da concorrência entre provedores, queda de preços de PCs e o aumento da capilaridade das redes dos provedores” e que “o crescimento do mercado corporativo foi impulsionado, principalmente, pelas médias empresas”.