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SÃO PAULO – O setor bancário rendeu, no ano passado, motivo de reclamações para quase 3.800 consumidores. A Lista de Empresas Reclamadas de 2006, divulgada nesta quinta-feira (15) pela Fundação Procon de São Paulo, mostrou que o grupo foi o quarto do ranking de problemas fundamentados.
Conforme o levantamento, analisando de uma maneira geral, em primeiro lugar, figuraram os Serviços Essenciais, com 5.678 ocorrências e 27,35% do total geral. Em seguida, vieram Produtos (26,89%); Serviços Privados (22,87%), Assuntos Financeiros (18,15%); Saúde (2,54%) Alimentos (1,62%) e Habitação (0,58%).
Problemas
Os principais problemas pontuados no segmento financeiro foram: cobrança indevida (1.657), desrespeito de contrato (540) e falha nas transações eletrônicas (241).
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Veja abaixo a lista de reclamações fundamentadas não atendidas:
- Itaucard Financeira: 25% de 305 reclamações não atendidas;
- Credicard Citi: 43% de 244;
- Cartão Fininvest: 41% de 243;
- Cartão Pão de Açúcar: 16% de 184;
- Intermed Vida: 97% de 172.
Sem desconto
O balanço mostrou que o crescimento das denúncias fundamentadas do cartão de crédito deve-se ao aumento da oferta no mercado de consumo, inclusive por meio da internet e do telefone, sem que o consumidor tenha conhecimento da verdadeira natureza do contrato ao qual adere.
Já as empresas de cartões de desconto muitas vezes não davam o benefício ao usuário, utilizando o nome da administradora e da bandeira do plástico como forma de obter os dados do consumidor. Além disso, explicou a entidade, após perceber que o serviço não correspondia à oferta, caracterizando publicidade enganosa, o cliente teve dificuldade em cancelar o acordo.
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Protegendo quem usa
Os dados relativos ao ano passado mostraram que o sistema bancário ainda precisa melhorar a proteção ao consumidor. Mesmo com a implantação de novas tecnologias e de novos sistemas de cartões com chip, ainda não foram verificadas transferências e saques fraudulentos.
Depois disso, estão problemas com cobranças indevidas de tarifas.
Falta de informação
As financeiras, por sua vez, não informam seus clientes adequadamente, deixando de entregar a via do contrato para conferência posterior. Dessa forma, esclareceu a entidade, fica difícil para a pessoa calcular valores dos encargos e das tarifas, assim como seus direitos e obrigações.