Barclays corta recomendações e preços-alvos de CPFL e Renova

Revisão tarifária, projetos de energia eólica e dividendos pressionam CPFL; perspectivas de crescimento da Renova caem

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SÃO PAULO – Em relatório sobre os setores elétrico e de saneamento do Barclays, o banco inglês rebaixou sua recomendação para as ações da CPFL Energia (CPFE3) para “underweight” e cortou o preço-alvo de 12 meses de R$ 29 para R$ 27, o que indica um potencial de valorização de 8,87% sobre o fechamento atual.

Outra que teve a recomendação rebaixada foi a  Renova Energia (RNEW11), cujo call passou de “overweight” (performance acima da média do mercado) para “equal weight” (em linha com o mercado). O preço-alvo foi reduzido de R$ 39 R$ 37 e upside de 19,93%.

Entre os fatores apontados como motivadores do corte para CPFL estão as preocupações com o desempenho de lucro por ação da empresa frente aos cortes de tarifas, o potencial de diluição do lucro com o negócio de energia eólica, além de possuir um dos mais baixos dividend yields entre as empresas dos setores em questão cobertas pelo Barclays.

Fatores que pressionam CPFL
De acordo com a equipe de análise do banco, a revisão tarifária para as distribuidoras deve ofuscar o crescimento esperado com a expansão do segmento de geração de energia renovável e o plano da companhia em economizar R$ 200 milhões por ano, a ser alcançado em 2015.

O banco também destaca o risco de queda no lucro por ação e na avaliação da companhia por conta dos custos dos projetos de energia eólica, uma vez que o histórico na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, não trazem bons parâmetros para os investidores.

Além disso, os analistas apontam que o dividend yield (dividendo pago por ação/preço da ação) estimado para companhia em 2012 e 2013, de 5,4%, está entre os mais baixos do setor, “limitando uma futura alta da ação da empresa mesmo com a continuidade de pressão sobre os yields do setor. Dividendos também poderiam representar um risco se a CPFL tiver que comprar a fatia de 37% dos minoritários na CPFL Renováveis”, conclui.

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Menores perspectivas de crescimento para Renova
Em relação ao downgrade da Renova, o Barclays aponta como principais fatores levados em conta para essa decisão a aprovaçãod a proposta para aumento de capital da companhia no montante de R$ 315 milhões. O valor ficou abaixo das estimativas da instituição financeira inglesa, que esperava que esse número chegasse a R$ 380 milhões, significando, assim, menores perspectivas de crescimento.

Sabesp: top pick dentre as “utilities”
Vale lembrar que a Sabesp (SBSP3) foi escolhida como top pick dos setores elétrico e de saneamento, os quais foram avaliados pelo banco no documento reportado.