Rendimento de títulos da dívida espanhola volta à margem dos 7%

Investidores perdem a confiança na capacidade de recuperação econômica do país, ao passo que líderes divergem em plano anticrise

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SÃO PAULO – O sentimento de aversão ao risco voltou a sondar a Espanha e os juros demandados por papéis da dívida de longo prazo ultrapassaram a margem de 7% nesta sexta-feira (6) no mercado secundário, por volta das 10h (horário de Brasília). Os ativos registram forte volatidade ao longo do dia.

O rendimento dos papéis espanhóis com vencimento em dez anos subiu ao passo que os investidores perderam a confiança na capacidade de recuperação econômica do país. Por mais que diversas medidas já tenham sido anunciadas durante a última reunião de líderes da União Europeia, no final de junho, elas ainda geram discussões entre os países-membros, o que dificulta a negociação e implementação de novas ações conjuntas contra a crise.

Nesta manhã, a chanceler alemã, Angela Merkel, ganhou força na oposição à emissão de títulos conjuntos e à união bancária. A ministra de finanças da Finlândia, Jutta Urpilainen, afirmou que o país prefere deixar a Zona do Euro a ter de arcar com a dívida dos demais membros do bloco.

A Finlândia, inclusive, dará início às negociações com a Espanha na próxima semana para demandar garantias em troca de apoio no pacote de resgate ao sistema bancário espanhol.

Enquanto isso, o governo espanhol vê a sua produção industrial encolher forte, ainda que menos do que o previsto. Segundo o INE (Instituto Nacional de Estatística), o nível de atividade do setor caiu pelo nono mês consecutivo, encerrando maio com retração de 6,1%.

Já na Alemanha, o segmento surpreendeu positivamente o mercado. A produção industrial do país cresceu 1,6% em maio em termos ajustados, informou o Ministério da Economia. O resultado veio bem melhor do que o esperado pelos analistas, de alta de 0,4%.

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País Rendimento Variação Yield/Bund*
Grécia 25,70% -0,41% +24,37
Portugal 10,25% +0,85% +8,92
Itália 6,02% +0,69% +4,69
Espanha 6,95% +2,70% +5,62
França 2,40% -3,60% +1,07
Alemanha 1,33% -3,76% –

* Diferença calculada em pontos percentuais. Fonte: Bloomberg